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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
O sol queimava-me a pele. Tinha o pé meio enterrado na areia fina. A brisa e o cheiro a mar eram suaves. No ar pairava também um ligeiro cheiro a coco. Estava meia adormecida e não queria abrir os olhos. Deixei-me estar! A preguiça venceu a curiosidade.

E assim fiquei! Acho que adormeci, a pensar que não podia ficar muito tempo ao sol, mesmo apesar de estarmos já num final de tarde, que adivinhava lindo e inspirador.
Não sei quanto tempo passou, mas por momentos, com tanta poesia nos meus pensamentos, achei que acabara de ler um livro daqueles de ‘literatura de cordel’.
Não! Não era o meu género de leitura e, por isso, não se justificava uma escrita em poesia, em quem estava habituada a escrever de forma fria e apenas relatando os factos.
Mas, naquele momento aquilo era um facto. O meu pé estava mesmo a tocar a areia e o sol já não parecia tão quente. Tentei abrir os olhos e não consegui! Ensaiei, ainda, erguer o corpo e não fui capaz.
Ouvi lá ao longe um voz sumida Pareceu-me ser a minha mãe e parecia que me chamava! Não, não podia ser, ela não gostava de praia.
Foi então que a voz se fez ouvir mais peremtória! – Vá lá, levanta-te!!! Já estás atrasada!
Senti alguma raiva! E… de repente dei um pulo! Percebi que, afinal, tudo não passava de um sonho. Lá estava, o meu sonho recorrente, em que me via em Míkonos! Este é, sem dúvida o meu sonho de sempre, não propriamente pela praia, também, pela praia, mas, sobretudo pela Grécia. Lá está o sonho recorrente de conhecer a cultura grega, os seus paraísos, a sua história… .Ah! E já agora, também as praias!
* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.