Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
Não valia a pena insistir! Ela insistiu durante muito tempo. Procurou salvar algo, que estava perdido, logo à partida! E ele continuava. Umas vezes amoroso, outras agressivo verbalmente, muitas vezes indiferente. Mas ela queria e foi ficando ali onde, percebeu depois, já não estava.

Ainda hoje não percebe porque é que foi ficando, mas, ficou! Quis ficar. E ele não mudava! Não queria mudar! Ela deu-lhe muitas pistas. Ele fingiu não entender. Manteve a sua postura agressiva. Nunca lhe bateu, mas ela quis muitas vezes que o fizesse. Só para ter um motivo para sair. Nunca aconteceu e ela ficou! E foi ficando. Mesmo infeliz! Mas, chegou o dia em que ela decidiu desistir. E desistiu, finalmente! E, hoje vendo bem as coisas foi a melhor coisa que fez! Hoje, vendo as coisas foi a melhor coisa que já devia ter feito há muito mais tempo! Deixou-se arrastar tempo demais!
Traições era o passatempo dele. Trabalhar é que não era muito com ele.
De vez em quando lá conseguia um dinheirinho extra e isso era argumento para não trabalhar. Quando ela saia, de manhã, para o emprego, ele lá ficava a dormir. E, depois, lá vinha mais um dinheirito e ele quase gozava com ela, porque se fartava de trabalhar, era empenhada, responsável.
E ele lá conseguia mais um trabalhito e mais uns dinheiritos. Depois disso, voltava ao descanso. Ela, ingénua e acomodada, ia acreditando e ia aceitando. De vez enquanto, o dinheiro até aparecia! E assim iam vivendo. Ela tinha a sua conta ordenado. Levantava o dinheiro, para que ele pagasse as prestações que possuíam. E ela continuava a creditar! Até que um dia já era tarde demais.
O chefe chegou, calmamente, junto dela, e sem mais, deixou-lhe um papel em cima do teclado. Assim, de repente, ela nem percebeu o que se passava. Mas, olhou para a folha de papel e, finalmente percebeu!
Era uma carta do Tribunal a informar que o ordenado dela ia ser penhorado! Ela não queria acreditar. Ele foi acumulando dividas e, sem que ela percebesse estava no fundo do poço. E tinha que assumir. Ela sozinha, que até tinha insistido num casamento, em comunhão geral. Pagou para que fosse assim! Estava cega. Percebeu tarde!
Assumiu, sozinha! Pois se era a única que tinha rendimentos e que existia para o sistema. A ele ninguém lhe exigia nada. Ele não era ninguém! Não fazia descontos, não era um ativo na sociedade. Era um NINGUÉM, mas um ninguém suficiente para a prejudicar a ela. E prejudicou! E ela ficou sem nada! NADA!! Melhor, com as dívidas e o ordenado penhorado e sem o carro, a casa e a quinta que tinham conseguido!
Agora, sim, tinha um motivo demasiado forte! Perdeu tudo! Ficou sem nada...NADA! Perdeu tudo!
Aliás, ele fez com que ela perdesse tudo. E saiu de onde nunca devia ter permanecido. Mas, agora e finalmente, saiu! Ele até lhe gabou a coragem! Parecia que queria continuar a amachuca-la e gozar com a situação!
Ela estava prestes a receber um dinheiro extra, de um investimento que ela e só ela tinha feito e juntara ao longo dos anos. Ele aconselhou-a a utilizar esse investimento para cobrir as dividas que ele mesmo tinha feito e assim ficava livre. Ela não queria acreditar. Em vez de arranjar uma solução para o problema que criara, queria que ela continuasse a suportar aquilo para o qual ele mesmo a tinha conduzido, destruindo a vida dela.
Saiu dali disposta a reerguer-se!
Ia reerguer-se das cinzas, como a Fenix! Ia renascer, tinha a certeza! Mas, a vida ia continuar a pô-la à prova.
E, depois de tudo e com tudo, a saúde ressentiu-se! Esse sim, foi o maior problema! Mas também aqui lutou, viu-se numa cadeira de rodas, mas não desistiu.
Mesmo quando a médica lhe disse que não ia mais sair daquela cadeira, ela não acreditou! E foi à luta, de novo!
Afinal ela estava ali!!! E se a vida a tinha poupado, então ela só tinha que continuar a lutar! E lutou! E trabalhou e insistiu na sua recuperação.
E, apesar de continuar a insistir nessa recuperação, assume orgulhosa que, mais uma vez ESTÁ A CONSEGUIR!
Ainda tem a sombra do problema nas Finanças, porque o sistema não conhece rostos, nem vidas! Mas ela superou e vai superando! E está a ganhar! Devagar, ma vai lá! E está a ganhar! Aliás, já ganhou!!! Está viva e apesar de contiuar limitada ao nível das finanças, porque o sistema diz que ela deixou um dia de cumprir os seus compromissos junto da Banca. Tem que viver com isso, ainda uns anos. Mas vive e está viva! E está a recuperar! E vai recuperar! Mesmo apesar de ele, um dia, ter tentado que ela não o conseguisse. Mas, conseguiu! Está a conseguir! Vai conseguir! Já conseguiu! E que mais não fosse já saiu da cadeira de rodas, e até já deixou o tripé! E até já se desloca sozinha. Ainda com dificulddes, mas sozinha! E vai continuar! e continua!