Esta cidade, e se calhar será assim por todo o lado, sempre foi ingrata para com aqueles que fizeram algo por ela. Não se trata de tributos ou medalhas. Trata-se de reconhecimento e esse nunca chega por quem deveria fazê-lo. Não estou a pedir nada, apenas a constatar um facto.
O meu pai, Amadeu Mota Saraiva, serviu ao longo dos anos esta cidade. Foi dirigente de diversas associações e marcou presença em diversos organismos, escreveu para diversas publicações, falou para algumas rádios. Faleceu fará um ano daqui a um mês. Mas este dia é especial, porque faria 89 anos. Não o esquecemos e eu pessoalmente não esqueço a influência determinante que teve naquilo que foi a minha vida profissional: o jornalismo.
Um jornalismo que à sua época era diferente do de hoje em dia. Não digo melhor ou pior, apenas diferente, mas com toda a certeza, mais puro.
O meu pai soube imprimir-lhe um cunho muito pessoal, cumprindo sempre aquilo que hoje se chama código deontológico e que ele acatou sem conhecer as regras, apenas por intuição e com a certeza de que fazia o melhor que sabia. E fez!!!
São para ti estas palavras, PAI, com toda a saudade e votos de um feliz aniversário onde quer que estejas. Estarás certamente bem acompanhado por todos aqueles que foram antes de ti. E tenho a certeza de que o bolo da comemoração tem o emblema do Sporting.
Ao senhor Bernardo Gomes que teve a amabilidade de há alguns dias publicar um reconhecimento nas páginas do Reconquista, um dos órgão onde desenvolveu o oficio de jornalista, um GRANDE obrigada pela lembrança e aqui ficam as suas palavras.
Parabéns PAI!