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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
Há poucas coisas que me deixam tão satisfeita dcomo realizar um bom trabalho. Por exemplo, uma entrevista. Não há grande mistério: faço perguntas claras, o entrevistado responde, e eu transcrevo fielmente. Abre aspas, fecha aspas, cito palavra por palavra! Tudo muito simples!

Mas, invariavelmente, aparece o "inteligente". Aquele que, cheio de certezas, me acusa de distorcer factos, inventar frases ou deturpar intenções. E, como se não bastasse, ainda exige que altere o que foi publicado, que me retrate publicamente por algo que nunca disse, sendo eu apenas a transmissora da mensagem.
Mas não fica por aí! Esse ímpeto exacerbado de superioridade leva-o a achar-se a última Coca-Cola do deserto. E com uma veemência teatral, recorre à ameaça clássica: "Já falei com o meu advogado, e isto não vai ficar assim." Uma frase tão desgastada que deveria vir acompanhada de um manual de clichês para amadores.
É claro que, ao ouvir isso, o meu corpo reage de forma instintiva. Sinto um friozinho nas costas, um arrepio na espinha e, como diria o outro, «fiquei a tremer das pernas». Ou, pelo menos, foi isso que ele pensou. Na verdade, a única coisa que pensei foi: "Mais um que acredita que o mundo gira ao ritmo do seu ego."
Mas eis que o tempo, juiz imparcial, entra em cena. O político impoluto, tão seguro da sua moralidade inquestionável, é apanhado nas malhas da justiça pouquíssimos meses depois. Notícias correm, escândalos estouram, provas surgem... E a máscara cai.
Agora, pergunto-me: será que o político impoluto já falou com o advogado? Talvez o mesmo com que me tentou intimidar? Ou, quem sabe, esteja agora a ligar para outro, mais especializado em danos que atinjam a fama. O irónico de tudo isto é que, ao cabo e ao resto, a verdade não precisou ser defendida por ninguém. A verdade fez o seu caminho sozinha. Porque, entretanto, numa reunião politica foi anunciado que, no âmbito da análise dos contratos interadministrativos foram identificadas possíveis irregularidades por parte do politico/inteligente/impoluto. Ah!!! Que estranho.
Porque foram detetadas situações que podem configurar impedimentos legais relacionados com o inteligente impoluto.
E eu? Bom eu, continuo aqui. A fazer perguntas, a transcrever respostas e a abrir e fechar aspas. Pois, ao contrário do que alguns pensam, a minha função não é julgar, muito menos distorcer a realidade. É apenas relatar!
E se isso incomoda os "inteligentes", talvez o problema não sejam as minhas palavras, mas os atos que elas refletem e que me cabe transcrever fielmente.
E pra terminar em beleza os seus pares detetaram, também, as falcatruas do inteligente e tiraram-lhe o tapete, depois de descobrirem possíveis irregularidades, por parte do politico/inteligente/impoluto.