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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".

A morte de Jorge Coelho, fez-me recordar alguns episódios, das vezes que me cruzei com ele em trabalho. Pessoa simpática e acessível, tinha sempre uma laracha para quem quer que fosse, e também para os jornalistas, com quem procurava manter (e mantinha) boas relações.
Numa deslocação a Idanha-a-Nova, não recordo o porquê, o almoço decorria numa unidade de restauração da vila, poucos dias depois da queda da ponte de Entre-os-Rios. Tudo muito fresco, ainda, e os nacionais a preocupavam-se mais com o tema, que os regionais, mais atentos, sem dúvida ao que o trazia à região.
Depois do repasto era chegada a hora dos discursos. O restaurante estava cheio e o espaço de “manobra” para os Jornalistas não era muito. Levantei-me na tentativa de colocar o gravador no palanque. Com espaço apertado e procurando ser discreta, inadvertidamente e num ligeiro desequilíbrio, derrubei o microfone de Jorge Coelho.
- Oh minha senhora! Veja lá o que me arranja, com a sorte com que ando ainda vão dizer que também fui eu que derrubei o microfone!
Risada geral. Eu corei, com alguma vergonha e com ele a rir discretamente. No dia seguinte apresentava a sua demissão, mostrando assim o seu carater, pois, como afirmou “a culpa não pode morrer solteira!