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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
Conheceram-se no Facebook e foi ele quem falou primeiro. Ela nem se lembrava disso, como foi ela, segundo ele, a pedir amizade. Ela afirmava perentória que não, que raramente pedia amizade. Já tinha muitos “amigos” virtuais… não precisava de mais.

Nunca se entenderam neste ponto. Também o pouco tempo, em que conviveram não deu para muita picardia. Saíram. Para ela foi agradável. Para ele não se sabe.
A conversa era interessante, fluía! Ela achava que podia nascer ali uma boa amizade e quem sabe, um dia mais tarde, algo mais sólido. Não tinha pressa! E encontraram-se mais duas vezes. Ela sentia-se bem com ele. Fazia-a rir! Era atencioso, cavalheiro.
Quase sempre! E um dia ‘borrou a pintura’ disse-lhe, não da melhor forma, demasiado direto, aliás, assim como que a convidá-la para a cama.
Ela não gostou e chamou-lhe a atenção. Na altura, ele pareceu aceitar, sem mais delongas.
Mas, não! E que acontece??? Quando ela no dia seguinte lhe disse : bom dia… ele não respondeu… até hoje! Não é a isto que se chama um cobarde? Pensou ela! Decidiu ignorar e ignorou! Até se esqueceu do incidente.
Aliás quis esquecer, depressa!!! Porque aquele amor que, tanto quisera e não podia ter, uma vez que era casado, estava, agora livre. Finalmente estava ali para ela: ia divorciar-se. Rejubilou! Afinal há males que vêm por bem, pensava ela. E esperou que esse amor de sempre lhe ligasse.
Mas ele não ligou. Ela também não disse nada. Afinal era ele que devia procura-la se finalmente tinha decidido a sua vida. Pois se enquanto homem casado a procurou, agora livre…devia fazer o mesmo! Não aconteceu e depressa esqueceu estes incidentes da vida e prosseguiu determinada, como sempre fora.
Um dia… há coincidências… estava ela a ver uma montra no Centro Comercial, quando percebeu, lá mais à frente, alguma confusão, mesmo uma discussão que se fazia ouvir em todo o edifício, precisamente no local para onde ela se ia dirigir. Era uma voz feminina, estridente!
E lá foi ela, também movida pela curiosidade. E que viu???... há coincidências…aquele seu amor que era casado e que afinal nunca deixara a mulher, nunca se divorciara, apenas a procurara enganar mais uma vez, estava ali, curvado, acabrunhado, amachucado mesmo. Enquanto isso. A sua mulher, aquela que ele nunca deixara, fazia o maior escândalo, porque o apanhou abraçado a uma miúda, sim uma miúda… teria talvez uns 17anos…
Quando ele levantou a cabeça, viu-a e lançou-lhe um olhar a pedir ajuda.
Ela ergueu o queixo, virou as costas e saiu dali.
Um outro episódio… há coincidências… estava ela numa das esplanadas do centro da cidade, num dia solarengo, que o Outono deixara aparecer. Já bebera o café e preparava-se para dar uma vista de olhos ao jornal. Ela não queria acreditar. Ai! Aquele dia…
É que numa mesa mais longe lá estava o outro seu amor aquele que a convidara para a cama…. Também ele com olhar triste, mal cuidado, desgrenhado, roupa demasiado usada.
Bebia café e olhava para ela, que desviou o olhar. Ela soubera que ele acabara por se casar com uma colega de trabalho. Uma relação abruptamente interrompida, porque um dia, ele chegado a casa, ouviu gemidos vindos do quarto. NÃO!!NÃO!!Não podia ser . Lá estava ela, com outro colega de trabalho.
E aí ele pensou que era a vida a castiga-lo… por ter magoado a pessoa que mais amara na sua vida e que perdera por uma aventura inconsciente com uma jovem menor que quase lhe valera a perda do seu lugar de professor na Escola Secundária.
Ele há coincidências!!!...