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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
Ao fim de tantos anos, de tantas conquistas, de tantos sonhos realizados, mas, também de algumas derrotas, faço um balanço positivo. Tem sido bom! Mas, para ser bom, também houve o menos bom. Só assim tenho termo de comparação. O curioso e positivo é que as maiores recordações são as boas. As más vão-se desvanecendo!

Mas, também tenho consciência que só essas menos boas, me trouxeram até aqui. Me deram força. Me impulsionaram!
A saúde, ou a busca dela, foi a maior batalha. E não fosse eu uma pessoa informada e batalhadora e tudo teria sido comprometido. A parte física teria ficado mesmo atrofiada. As queixas apresentadas foram fundamentais para um final positivo. Mas é triste ver que é necessário chegar a tal ponto. E é aí que me questiono: quem não tem a capacidade de contornar as adversidades, como fica?
Acometida de um AVC, fiquei numa cama muito tempo inconsciente. Sem noção da realidade. Enquanto a família procurava uma solução, estive internada no Centro de Reabilitação do Orvalho onde cheguei já em cadeira de rodas. Passado algum tempo, surge a hipótese de ingressar No Centro de Reabilitação Rovisco Pais, na Tocha aquilo que tanto se desejava.
As coisas começavam a seguir no bom caminho e apesar de hoje reconhecer algumas lacunas nesta instituição, foi fundamental na minha recuperação.
Passado ano e meio é-me dada alta. Consciente de que tinha ainda muito a recuperar, regresso ao Orvalho, na mesma em cadeira de rodas. Passa o tempo e as melhoras vão acontecendo, mas lentamente. Volto para Castelo Branco e é-me destinada a Santa Casa da Misericórdia para continuar a fisioterapia, mas teria que aguardar vaga. E como o tempo urgia vou a expensas próprias para a Escola Superior de Saúde de Castelo Branco e aqui, como depois na Santa Casa da Misericórdia aconteceu a maior recuperação. Já dava uns passos, ia andando, mas a cadeira de rodas ainda era necessária.
Os amigos esses foram-se afastando e restaram poucos. Ficaram os bons! Não queria visitas diárias, não! Mas um telefonema de vez enquando. Custava muito?
E eis que chego à Associação de Apoio à Criança do distrito de Castelo Branco, onde consolidei todo o trabalho realizado até aqui e definitivamente deixo a cadeira de rodas e logo depois o tripé.
Agora é insistir e não baixar os braços. Esta paragem do mundo, não me impediu de continuar a minha recuperação, embora mais condicionada e restrita ao meu espaço exterior, o que foi uma enorme vantagem.
Continuo sempre em evolução. Parar não é verbo! Prevalecer e continuar, sim! O empenho a luta!...
Cá estou para seguir... e Sigo!!!