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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
Já não é a primeira vez que falo de ingratidão. E, mais uma vez me bateu à porta. Nunca enjeitei ajudar quem precisava e apoiar quem se via sozinho/a.

Depois do meu acidente e estando em recuperação numa unidade de cuidados continuados, conheci uma senhora, estrangeira, mas que fala português, e portanto, sozinha no país. Dei-lhe todo o apoio possível. Sem cobranças. Ouvi as suas histórias, muitas delas inventadas, percebia(!), mas a tocar o coração. Dadas as minhas melhoras saí da instituição. Nem assim a abandonei. Todos os dias lhe telefonava, falava com ela aconselhava-a, dava-lhe apoio, que mais não fosse para que não se sentisse sozinha. Indiquei-lhe soluções, para tentar arranjar casa, quando também ela saiu e decidiu vir para Castelo Branco… enfim… inúmeras situações, onde estive sempre lá para a ajudar. Eu sempre a telefonar, sempre a ajudar e…. do outro lado, nada!! Nem os parabéns no aniversário!
Perante isto o que fiz, aos poucos fui deixado de ligar. Ela nunca o fez, nem me procurou. Mas, pronto fiz o que fiz com o coração e vontade de ser útil e ajudar. Não me arrependo! Mas, ingratidão, é algo que me tira do sério.
Sei agora que diz por aí que nunca mais lhe liguei, porque tenho inveja não sei de quê… mas pronto isto é a verdadeira ingratidão. Cá estaremos para a próxima. Mas esta, não esquece!
Para além de tudo, a arrogância da pessoa a falta de reconhecimento por tudo o que se fez por ela… tem um nome e não é bonito…
Mas a vida segue e cá continuamos sempre na luta. Esta situação aconteceu com outras pessoas e se reconheço que muitas vezes fui ingénua, não me arrependo de nada do que fiz… e também e lembro das outras que usavam e abusavam da minha quinta...
Mas, vamos andando, porque a vida dá muita voltas… e siga… para a próxima!