Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
Conheceram-se na discoteca. Amigos em comum foram o elo de ligação. Pareceu existir um clique. Ficaram de ir tomar café. Tudo começou assim.

Ela achou-o engraçado com piada. Fazia-a rir. Foi preciso apenas ano e meio par estarem casados, com pompa e circunstância e com comunhão geral de bens. Até tiveram que assinar um contrato para que isso acontecesse.
Ingenuidade pura dela. Tudo parecia correr bem e quase eram o protótipo do casal perfeito. Mas, no sossego do lar, não havia assim tanto sossego.
Começavam as quezílias. Ele quase sempre em casa ou de café em café. Ela a trabalhar. Muito!
Os anos foram passando a situação foi-se deteriorando Ela continuava a trabalhar e ele a viver de coisas esporádicas e esquemas montados.
Chegou a altura em que já não havia nada a fazer. Nem pelo casamento nem pela vida conjunta. Ela ainda aguentou e, de repente…
A noticia, a informação chegou de rompante. Um papel do tribunal caiu na secretária dela; a bomba rebentou. Ordenado penhorado, devido às imensas dividas contraídas, por ele! Afinal o dinheiro que ela mensalmente lhe dava para cumprir o compromissos… teria sido canalizado para outro lado, que ainda hoje não sabe qual.
Não era um pesadelo! Era a realidade nua e crua!
Estava tudo ali à sua frente e ela não sabia o que fazer ou dizer! Tantas vezes avisada, sem nunca dar grande importância aos factos
Agora já dava, teve que dar!
Resultado abreviado? Ele saiu incólume de todo o processo. Não existia, porque nunca fizera descontos, sempre a trabalhar “no negro”.
E ela para além do ordenado penhorado, viu-se na lista negra do Banco de Portugal! E a vida está em suspenso, até que passe o prazo para que veja a sua ficha limpa! Viu-se livre dele, mas a história ainda não ia ficar por aqui. Uma “amiga” conceituada advogada albicastrense, ofereceu-se para tratar de tudo. Nos honorários faria uma atenção, dada a amizade que as unia.
O caso foi entregue a essa “amiga”, honorários pagos, sem a tal atenção prometida. E passa um mês, passam dois… passam…passam… e nada! O divórcio não saía.
Ela apresentou queixa nas instâncias respetivas. As consequências não devem ter sido graves. Apesar de correrem outros processos contra ela, por situações idênticas… a advogada conceituada, continuou, impávida e serena. Depois queixam-se da má fama dos advogados. Com energúmenas boçais como esta!... não é difícil perceber porquê!
Ela desconfia que terá entrado em conluio com a outra parte e recebido dos dois lados. Pelo menos ele pediu dinheiro emprestado, exatamente a mesma quantia que ela pagou!
Como o tempo passava e com receio que ele acumulasse mais dividas, deveria ser esse o golpe e quem sabe dividir lucros a meias, avançou para outro advogado. Pagou , de novo, mas desta vez foi servida. E lá saiu , finalmente o divorcio.
Conclusão: a trabalhar, assim, aproveitando-se do alheio, qualquer um teria uma casa de revista com piscina.