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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".

Há quem pague fortunas por experiências de “glamping” — dormir ao ar livre, com todo o conforto. Pois bem, na nossa cidade, esteve disponível durante umas horas um quarto improvisado que reunia tudo: colchão, céu estrelado e localização central.
O “empreendimento” foi instalado junto à linha do comboio, oferecendo aos hóspedes não só o chilrear dos pardais ao amanhecer, como também o suave embalo sonoro das composições ferroviárias. Um pacote completo.
Na noite inaugural, o quarto manteve-se vazio, talvez porque a clientela não estivesse preparada para tamanha exclusividade. Na manhã seguinte… desapareceu. Terá o proprietário arrependido regressado? Terá sido levado por um sonâmbulo desalojado? Ou por um entusiasta do campismo urbano que não resistiu à oportunidade? Mistério.
Certo é que alguém dorme agora na rua… mas em grande estilo. Para o próximo, talvez o colchão apareça na Praça Central. Assim, pelo menos, há público garantido.

Tu és tão eu, que às vezes me assusto.
Vejo-te caminhar com aquela determinação que reconheço no espelho. As mãos falam como as minhas, os olhos brilham com a mesma força — e quando ficas em silêncio, é o mesmo silêncio teimoso que eu fazia.
Tu és o meu reflexo, mas melhorado. Tens a minha coragem, mas usa-la com mais leveza. Herdaste os meus medos, mas dás-lhes menos poder. És feita da mesma matéria — intensa, justa, impaciente, sonhadora — mas vivida à tua maneira, com o teu tempo, o teu corpo, a tua voz.
Somos tão iguais que discutimos como quem se reconhece demais. Mas é nesse espelho que me encontro e me orgulho.

Um doce é assim!
Um doce reconforta,
um doce dá alento!
Um doce alimenta,
um doce sacia.
Um doce aquece a alma,
adormece a dor,
abre sorrisos no meio da rotina.
Um doce traz culpa,
é o açúcar a correr nas veias,
mas que importa isso...
se o doce é alegria que se mastiga,
é mimo embrulhado em papel brilhante,
é infância que volta num só trincar?
Um doce é isso:
um instante só —
mas intero










As amizades constroem-se com o tempo e, geralmente, começam por algo que une as pessoas.
No nosso caso, tudo começou com o Sporting, e rapidamente o amor por esse grande e único clube nos aproximou ainda mais.
Essa união foi crescendo e cimentando-se. Foste — e continuas a ser — importante para mim.
Não é preciso vermo-nos ou falarmos todos os dias. Basta que me dês nas orelhas quando a minha "ausência" de… postura, raciocínio, ou forma de estar… se faz notar!
Hoje é o teu dia.
É sinal de que, apesar de todos os obstáculos e agruras da vida, continuamos a encontrar-nos, a falar, a estar presentes.
Fui "madrinha" ao juntar dois corações de ouro. Serei sempre "madrinha" da tua paixão!
Hoje cumpres mais um!
E vamos continuar por aí: a beber umas bejecas (agora já menos!), a ver jogos, a festejar vitórias, a comemorar campeonatos!
Quero que tenhas um dia hiper feliz, e que este novo ano acrescente mais vida ao que ainda temos para viver.
Aquelas SL de sempre!
PARABÉNS — DIA FELIZ!

A cor que visto por fora, é a mesma que sai de dentro.
Mesmo quando o mundo me vê cinzenta, ou pensa que em mim não há pigmento…
Há sempre cor — escondida, talvez, mas viva!
Por vezes pareço sem brilho, e nem sempre ela lá está, e parece que nem sempre existe... como se tivesse apagado o tom, como se em mim só restasse sombra.
Qual quê? É mentira! A cor está lá, porque mesmo sendo negro é a cor do momento. É cor de poucas vezes, cor de cerimónia, mas eu sou de alma de cor, mesmo quando estou de cerimónia!
Porque eu sou de alma cor, que pulsa, que vibra, que resiste! Cor que se acende na ausência. Cor que nunca me abandona!
Porque até o negro é cor.
Cor de silêncio, de luto, de força.
Cor de cerimónia, de raras vezes.
E mesmo nessas vezes ela diz quem sou!
Porque mesmo quando ninguém a vê, ela anda sempre comigo! Porque eu também sou primavera. E primavera, é cor!
CMS/JUNHO 2025

É bem verdade que o futebol mexe com as emoções. É bem verdade que nem sempre é possível cada um, ou cada qual, conseguir manter a postura perante uma derrota, sobretudo quando estão em causa títulos, ou classificações. Tudo certo e ninguém contesta.
Eu própria, assumidamente sportinguista e jornalista (ainda com a carteira profissional suspensa por questões de saúde e de leis ridículas deste país), sempre procurei no trabalho desenvolvido manter a distância destas emoções, como me competia na altura.
De resto, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista sempre foi muito ciente das funções e, de vez em quando, lá vinha cassar mais uma Carteira Profissional. Ainda hoje há pessoas que ficaram sem o título por questiúnculas ridículas que não punham em causa o profissionalismo da pessoa, muito menos do órgão. Mas, pronto: quem manda, manda bem (?). E lá se sujeitaram esses jornalistas — a grande maioria, com percursos reconhecidos — a ficarem sem o título.
Foi por isso que, vendo o abuso da verborreia de Sofia Oliveira, comentadora, ou comentadeira, da CMTV, percebi o tamanho à-vontade em debitar questões, em falar sem nível, sem educação e sem se pôr no seu lugar. Algo que já vinha desde Ruben Amorim!... e não é perseguição ao Sporting???
Eu, enquanto mulher e jornalista, sinto-me ultrajada e mal representada por esta senhora, que efetivamente de jornalista (que de facto não é) nada tem. Já de falta de educação, não posso dizer o mesmo. Independentemente de clubismos, a forma como tratou Rui Borges diz muito do que é a senhora!
Lamento que tanta mulher a ache o máximo, como se fosse a última Coca-Cola do deserto! Ser irreverente é uma coisa, ser mal formada é outra completamente diferente.
A educação fica bem em qualquer lugar e não tem clube! Fica bem no Benfica, no Sporting e até na CMTV.
Sabemos a forma sensacionalista e assumida como este órgão, em todas as suas vertentes, trata a informação — e tudo tranquilo. Nada a contestar. É um estilo, identifiquemo-nos ou não.
Agora, rondar a má educação e a falta de respeito para com um profissional... isso já é mesmo argumento de taberna — provavelmente o único que a senhora conhece.
Se juntarmos a isso a brejeirice e a arrogância, temos um cocktail explosivo que não serve ao jornalismo, nem à representação feminina no espaço mediático.
E por mais que grite ou acene, continua a não ter razão.
A competência incomoda os incapazes. Muitos escondem-se em cargos mais ou menos elevados, respondem a influências, influenciam (ou querem) e deixam-se influenciar.

Esquecem-se que todos temos um passado, esquecem-se daquilo que foram e da incompetência que continuam a ter e só chegam ao topo por caminhos estreitos e escuros.
E depois socorrem-se dos lacaios para assumirem aquilo que eles não têm estofo (para não dizer outra coisa) para assumir.
A língua portuguesa é tão rica que há inúmeras expressões para caraterizar essa ausência de coluna vertebral destes cobardes disfarçados de hipócritas! É bem verdade, já o disse, as redes sociais vieram democratizar a internet! Por outro lado, é também um campo aberto para esconder muita coisa, sobretudo, a incompetência!
Deixemo-nos de erros crassos! Um canudo não ensina português e muito menos dá caráter. Ah!! Informo que o Word tem um dicionário! Mas, nem sempre é possível utilizá-lo! – DISSE!!
PS- quando falo em erros crassos são esses mesmos, como por exemplo “acessor”… é preciso dizer mais alguma coisa!
Esses incompetentes vestem-se de sedução e com muita astúcia ocupam lugares de competências que lhes faltam

O telemóvel tocou! Atendi bem-disposta. O nome que aparecia no visor assim o exigia. Mas as notícias não eram as melhores, e depressa confirmei: era verdade. O Chico da Honda deixou-nos. Choque total!
Ainda na semana passada, depois de ter estado na tua oficina, falámos. Mais tarde, liguei-te e disseste-me:
“Olha, o mecânico diz que não é nada, e eu também não te levo nada!”
Eras assim — simples, amigo, boa pessoa. Demais, muitas vezes! Eras o Chico da Honda… Qual Francisco Gonçalves? Esse, ninguém conhecia.
Eras, serás, ficarás para sempre: Chico da Honda!
Ficam as recordações — de Idanha, do campismo, da barragem, das ‘viagens’ de barco… Tudo ainda fresco na memória.
Todos os dias, quando eu passava, lá estavas na esplanada. Sempre com um sorriso que nem a farta barba escondia. Era dos primeiros "bons dias" que recebia.
Amanhã, quando passar, já não estarás. Deixas saudades.
Ah! Leva beijinhos à Anita.
Até sempre, Chico da Honda.
O Preço da apropriação indevida

Um jornalista sabe que existem princípios que nunca devem ser ultrapassados. O Código Deontológico do Jornalista é um desses pilares fundamentais. Não é preciso dizer muito mais. No entanto, há quem insista em vaguear por terrenos que desconhece, tentando apropriar-se de um ofício que não compreende. Esses aspirantes, que se esforçam por parecer jornalistas sem nunca o terem sido, acabam inevitavelmente por cometer erros crassos.
O sensacionalismo barato, que muitos confundem com jornalismo, está longe de respeitar os valores essenciais da profissão. É verdade que a proximidade com o público é uma das características fundamentais do jornalismo, mas não é, nem nunca foi, a única. Proximidade não é sinónimo de promiscuidade.
Há quem siga cegamente o rebanho, sem se preocupar em cumprir os princípios básicos da profissão. Mas quando alguém se desvia deste percurso fácil e desonesto, os problemas tornam-se evidentes. É triste assistir à falta de originalidade de certos indivíduos que, para alcançar algum reconhecimento, recorrem à apropriação indevida do trabalho alheio. Não se trata de uma cópia descarada, porque, para isso, a esperteza ainda lhes basta. Mas, para o restante, falta-lhes inteligência, conhecimento e, sobretudo, os alicerces de um verdadeiro jornalista.


Há pessoas que gostam de falar da vida dos outros. Há pessoas que gostam de falar da tua vida
Háa pessoas que se julgam. Ha pessoas que te julgam. Há pessoas que julgam que podem dar palpites na tua vida. Há pessoas que gostariam de viver a tua vida. A parte boa claro.
Há pessoas que dizem cobras e lagartos de ti. As cobras são elas mesmas. Os lagartos já dizem algo de mim... porque sou lagarta / leoa.
Há pessoas que depois de terem dito alarvidades de ti, fazem questão de chamar a tua atenção na esplanada cheia de gente. Não percebo mas respondo! Porque sou educada!
O autor das alarvidades fica satisfeito e sente-se importante quando de verdade é muito pequenino! Continuarei a responder. Continuarei a ser educada. Ele continuará a sentir-se importante e continuará com as suas alarvidades. .. ou talvez não, depois de ler isto, quem sabe!
Pequenino muito pequenino julgando-se o maior. Mal sabe ele aquilo que virá por aí, ele e outros! Porque a vida continua e eu continuo a fazer o meu caminho sempre em frente...