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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".
Hoje é dia do Pai. Hoje é um dia muito especial pois celebra-se e homenageiam-se todos os pais.
O meu pai, já falecido, merece, também ser recordado.
Mas, esta cidade, e se calhar será assim por todo o lado, sempre foi ingrata para com aqueles que fizeram algo por ela. Não se trata de tributos ou medalhas. Trata-se de reconhecimento e esse nunca chega por quem deveria fazê-lo. Não estou a pedir nada, apenas a constatar um facto.
O meu pai, Amadeu Mota Saraiva, serviu ao longo dos anos esta cidade. Foi dirigente de diversas associações e marcou presença em diversos organismos, escreveu para diversas publicações, falou para algumas rádios.
Faleceu há cerca de ano e meio.
Não o esquecemos e eu pessoalmente não esqueço a influência determinante que teve naquilo que foi a minha vida profissional: o jornalismo.
Um jornalismo que à sua época era diferente do de hoje em dia. Não digo melhor ou pior, apenas diferente, mas com toda a certeza, mais puro.
O meu pai soube imprimir-lhe um cunho muito pessoal, cumprindo sempre aquilo que hoje se chama código deontológico e que ele acatou sem conhecer as regras, apenas por intuição e com a certeza de que fazia o melhor que sabia. E fez!!!
São para ti estas palavras, PAI, com toda a saudade e a certeza de que estás por aí a acompanhar-nos e a orientar-nos.
Este é o meu tributo ao meu pai a quem os diversos locais e instituições por onde passou, sem ganhar nada, nunca o fizeram. Obrigada! Amadeu Mota Saraiva!