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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".


Eu e a Televisão: Uma ligação feita de história
A televisão e eu! Eu e a televisão! Esta paixão que floresceu no jornalismo, mas que não nasceu num estúdio, em frente às câmaras. Começou antes, quando percebi que a comunicação era, na verdade, o que me chamava. Começou, quando no quintal da Avó Leopoldina inventava noticias, simulava entrevistas e até fazia publicidade! Mas, a televisão, ou a rádio, ou mesmo o jornal, foi mais do que falar. Foi unir pessoas, aproximando a região de quem está do outro lado do papel, do outro lado do rádio, do lado de lá da televisão! A Televisão tornou-se, com o tempo, um prolongar de mim, alguém que ansiava informar, escutar, questionar e, sobretudo, dar voz a quem não a tem, ou a quem deseja ser ouvido, mas não sabe como.
Nestes mais de cinco anos de jornada na Beira Baixa TV, aprendi que a televisão vai muito mais além da imagem: é responsabilidade, é começo, é empatia. Na Beira Baixa TV encontrei mais do que um palco para o meu entusiasmo, para a minha criatividade, mas também uma forma de honrar a trajetória que sempre percorri, com um trabalho pautado pela paixão ao jornalismo, pelo compromisso com as pessoas e pela vontade de impactar positivamente a comunidade.
As entrevistas que preparo, os programas que desenvolvo e as histórias que partilho são guiados por uma regra fundamental: o jornalismo e a televisão devem servir o povo, preservando a verdade, a proximidade e a dignidade de cada entrevistado, de cada assunto, de cada telespectador.
A televisão mostrou-me que as cenas carregam emoção, que o silêncio tem significado, e que as palavras têm o poder de transformar. Hoje, entro em estúdio para prosseguir com a minha vocação: comunicar com sinceridade, representar a minha terra e criar laços entre quem se expressa e quem ouve e vê.
Ou seja, a televisão não é apenas o que vemos no ecrã. É tudo o que somos antes de a Câmara começar a gravar e tudo o que transmitimos aos outros depois do fecho.
Cristina Mota Saraiva
21/11/2025
Esta é a luta de todos!
É a luta pela defesa de uma região que, talvez por ainda conseguir preservar pequenos oásis com uma pureza quase imaginária, se torna apetecível!
Eu não quero a Sophia, porque quero que a Ana, a minha filha, que já teve de se ausentar para conseguir uma vida melhor, regresse, um dia, a um país limpo, com gente nesta região, com a nossa cultura, os nossos costumes e as nossas tradições.
É aqui que vivemos e é aqui que queremos continuar!

E queremos continuar por cá, a respirar ar puro, com uma floresta saudável!
Porque esta é a minha terra, onde quero continuar a viver (surripiei a imagem da página da Cláudia Baltazar).
Porque esta é a minha terra, aqui quero envelhecer, aqui quero continuar a ver florescer as árvores e as memórias.
Que o vento que circula nas serras leve o nosso grito:
A Beira quer viver — e viver limpa, inteira e livre!