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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".

Castelo Branco volta a dar vida à tradição com a reativação do histórico Concurso do Vestido de Chita, precisamente 80 anos após a sua primeira edição. O evento terá lugar no próximo dia 6 de setembro, às 21h, no Parque da Cidade, recuperando a memória de um certame que marcou gerações.
O primeiro Concurso do Vestido de Chita realizou-se a 30 de agosto de 1944, por iniciativa do Jornal de Notícias, do Porto, e contou com 23 concorrentes. As receitas reverteram, então, a favor do Asilo Distrital da Infância e do Dispensário do Dr. Alfredo Mota. Ao longo das décadas seguintes, a organização esteve a cargo de várias instituições locais, como o Benfica de Castelo Branco, os Bombeiros Voluntários e o Clube de Castelo Branco, até à última edição, nos anos 90 do século passado.
Sob o mote “Dar vida à memória; vestidos que contam a nossa história”, a edição de 2024 reunirá 20 concorrentes, que apresentarão propostas originais, mas também dará palco à memória com o desfile de 10 vestidos históricos que marcaram os desfiles no século passado.
Além dos apoios concedidos para a confeção dos trajes, os vencedores receberão prémios pecuniários em cartões de compras no comércio tradicional, estando ainda previstos prémios de participação para todos os intervenientes.
O júri, composto por cinco albicastrenses em representação da Junta de Freguesia, Câmara Municipal e comunidade, será presidido por Vicente Trindade, bailarino, coreógrafo e designer de figurinos de dança.
A noite será ainda enriquecida por momentos musicais, a cargo dos Cavaquinhos de Castelo Branco e do grupo Musicalbi.
A entrada é livre.






Há quem pague fortunas por experiências de “glamping” — dormir ao ar livre, com todo o conforto. Pois bem, na nossa cidade, esteve disponível durante umas horas um quarto improvisado que reunia tudo: colchão, céu estrelado e localização central.
O “empreendimento” foi instalado junto à linha do comboio, oferecendo aos hóspedes não só o chilrear dos pardais ao amanhecer, como também o suave embalo sonoro das composições ferroviárias. Um pacote completo.
Na noite inaugural, o quarto manteve-se vazio, talvez porque a clientela não estivesse preparada para tamanha exclusividade. Na manhã seguinte… desapareceu. Terá o proprietário arrependido regressado? Terá sido levado por um sonâmbulo desalojado? Ou por um entusiasta do campismo urbano que não resistiu à oportunidade? Mistério.
Certo é que alguém dorme agora na rua… mas em grande estilo. Para o próximo, talvez o colchão apareça na Praça Central. Assim, pelo menos, há público garantido.

Tu és tão eu, que às vezes me assusto.
Vejo-te caminhar com aquela determinação que reconheço no espelho. As mãos falam como as minhas, os olhos brilham com a mesma força — e quando ficas em silêncio, é o mesmo silêncio teimoso que eu fazia.
Tu és o meu reflexo, mas melhorado. Tens a minha coragem, mas usa-la com mais leveza. Herdaste os meus medos, mas dás-lhes menos poder. És feita da mesma matéria — intensa, justa, impaciente, sonhadora — mas vivida à tua maneira, com o teu tempo, o teu corpo, a tua voz.
Somos tão iguais que discutimos como quem se reconhece demais. Mas é nesse espelho que me encontro e me orgulho.