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26
Set21

A proposito das eleições, só para esclarecer!

por cristina mota saraiva

Agora que tudo passou e se decidiu, permito-me um comentário. Primeiro, parabenizar o vencedor e a sua equipa e desejar-lhes um bom mandato, em prol dos interesses da cidade e dos cidadãos., seja ele qual for.

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Em tempos idos, e enquanto me foi permitido, como jornalista, fui filiada num partido, apadrinhada por um homem com um projeto credível e sustentável para a cidade e que lhe deu um forte impulso. Depois, deixou de ser possível continuar filiada e diga-se, também deixei de me identificar com o rumo tomado por esse partido.

Mais tarde aceitei um convite, para integrar uma lista nas autárquicas, em lugar dificilmente, elegível, sabia-o, mas que aceitei por acreditar nas pessoas e nos projetos que apresentavam para a cidade e concelho.

Nunca tais factos beliscaram a forma de desempenhar a minha profissão, nem nunca ninguém teve algo a apontar-me, no desempenho do meu trabalho, de Jornalista, com carteira profissional.

Desde sempre muitos me apontaram farpas e eu continuei a desempenhar e a fazer o meu caminho. E, pelos vistos, com uma carreira de sucesso. Pois se, sete anos depois de ter deixado de exercer, por motivos de saúde, ainda hoje me vêem como jornalista, é porque desempenhei bem o meu papel e fui uma boa profissional, sem falsas modéstias.

Primeiro, e recentemente, alguém tentou manchar a minha imagem pura e simplesmente por ter feito um comentário no Facebook, sobre o Sporting. Deram-se ao trabalho de escrever para o Jornal onde trabalhei a achincalhar-me e a apelidar-me de má profissional pelo facto.

Mas, agora a situação é outra. Não escondi que apoiava Luís Correia, como prova o texto que escrevi há dois anos https://levadadabreca50.blogs.sapo.pt/ficar-na-mo-de-baixo-21874

Desta vez, recebi, um convite para participar numa ação de campanha do candidato socialista, convite feito por uma pessoa de quem gosto e admiro, também ele candidato, e ao qual acedi, sem qualquer tipo de problema, até porque considerei que a ação era interessante inovadora e positiva,  assumindo  um tema quase sempre esquecido, mesmo pelo candidato que apoiei, sobre condições (ou falta delas) de deslocação para pessoas com mobilidade reduzida.

Aceitei, sem hesitar e até entusiasmada. Mas, por coincidência, o dia colidiu com o de uma consulta que, apesar de ter sido solicitada com carater urgente, demorou seis meses a ser marcada e foi-o, precisamente, para o dia em causa, da referida ação socialista. Não podia recusar a consulta, como é obvio. E com muita pena minha não pude participar.

Mas, felizmente que vivo num país que me permite escolher o que considero melhor. Nunca fui de me calar e sempre procurei ser verdadeira e assumir as minhas convicções, sem quais quer problemas, por muito que as pessoas não concordem, ou pretendam condicionar-me.

As urnas já encerraram, e por isso posso já escrever este texto. Estamos no inicio da contagem dos votos e quero faze-lo, precisamente, antes do resultado final, uma vez que em nada mudará a minha ideia e certeza seja ele qual for.

Ou seja, já lá vai o tempo em que tinha que me remeter ao silêncio e não me identificando politicamente, cumprindo o que se exige a um bom jornalista.

Mas, nunca fui amorfa e sempre tive as minhas convicções. Agradeço aos que se escandalizaram por manifestar a minha preferência pelo candidato Luís Correia, pelo menos continuam atentos ao que escrevo. Teve um ato, infeliz, sim, foi condenado por isso, cumpre a sua pena. Assim, de repente, lembrei-me de José Sócrates, com as devidas distâncias…

Não levo a mal as críticas, cada um é como cada qual, diria a minha avó. A única coisa que até me fez rir, pelo ridículo a que as pessoas se expuseram foi o facto de me acharem, ainda jornalista. Não, infelizmente não!!! Então não façam figuras  parvas, achando-se inteligentes e informados!

26
Set21

A Importância das Eleições Autárquicas

por cristina mota saraiva

 

por António Pires - Observador

A democracia precisa do voto de todos. Vamos fazer-nos ouvir pelo sentido do voto, a maior arma da democracia.

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A Constituição Portuguesa refere que todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direção dos assuntos públicos do país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos. É o caso.

ITudo isto, depois de sermos esclarecidos sobre atos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos. São factos. Neste dia 26 de Setembro de 2021,é através do voto nas Autárquicas que poderemos expressar as nossas convicções e eleger quem determinará conduzirá os destinos deste concelho nos seus órgãos mais importantes.

Na perspectiva da gente comum, validade pelo costume, as campanhas eleitorais são a garantia de que, até ao dia das eleições, a maior parte das promessas (humanamente exequíveis) feitas aos eleitores vão ser cumpridas até ao último dia do acto eleitoral: a gravilha, os paralelos e os montões de areia que permanecem, desde o primeiro dia dos quatro anos de mandato, à beira da estrada das aldeias, vilas e cidades, vão cumprir o propósito para que foram destinados.

No nosso país. Desde as primeiras eleições, por sufrágio universal direto em 1976, que se verifica a tendência de reeleição dos candidatos. Será este o ano de exceção?

Vai deixar que escolham por si? Vamos por os pontos nos is, juntos.

07
Set21

O meu pai partiu!!

por cristina mota saraiva

A dor da última despedida vem acompanhada de uma saudade sem fim. O meu pai deixou-nos. O Amadeu Mota Saraiva faleceu ontem ao final da tarde. A saúde já estava muito debilitada e os seus 87 anos não resistiram. Partiu e ficará, agora a olhar por todos nós.

Teve uma vida ativa e foi um grande comunicador. O associativismo estava-lhe nas veias, tendo sido dirigente de algumas agremiações da cidade... e não só. Quando esteve cinco anos na Madalena, freguesia de Vila Nova de Gaia, também aí foi dirigente do clube local, o Atlântico da Madalena.

Era um homem de família. Um marido atento e preocupado, um pai solicito e extremoso. No seu tempo, depois dos estudos, tornou se Contabilista, mas depressa se embrenhou no mundo do jornalismo e trabalhou em diversos jornais e rádios locais e nacionais, depois de ter começado aqui pela cidade no jornal Beira Baixa, de fraca memoria, e posteriormente no Reconquista. O Amadeu Mota Saraiva deixou-nos. A sua memória permanece e os seus escritos ficarão para sempre.

O facto de ter desenvolvido uma intensa colaboração no Jornal Reconquista, e nas diversas associações onde passou, tornou-o um homem conhecido e acarinhado por toda a cidade.

O Mota Saraiva deixou-nos! Paz à sua alma!

Eu, enquanto filha mais velha, acompanhei-o em muitas das suas atividades. Talvez por isso mesmo me tornei, como ele, jornalista. Lembro-me de estar a seu lado em diversos trabalhos e de ter começado por aí a interessar-me pela área.

A memória mais antiga que tenho dele, enquanto jornalista é a da Rádio Altitude da  Guarda. Na altura ainda não tínhamos telefone em casa e ele, depois de um trabalho, tinha que enviar som para a Guarda. A solução foi recorrermos ao vizinho da frente, o senhor Fidalgo, que gentilmente nos abriu a porta da sua casa e permitiu que o meu pai utilizasse o seu telefone, para transmitir a ‘peça’ solicitada.

Depois, a partir daí, comecei a acompanhá-lo, nalguns trabalhos. Teria, talvez, uns doze anos. Fui com ele à Volta a Portugal, aos ralis e às conferências de imprensa, essas mais aborrecidas!

Mas fui sempre! Assim nasceu, também, a minha paixão pelo jornalismo.

O Mota Sarava deixou-nos! Paz à sua alma!

Permanecerá sempre connosco!

 

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Cristina Mota Saraiva


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