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31
Jul20

A bolha rebentou

por cristina mota saraiva

Entrelaçaram os dedos, palma da mão com palma da mão e seguiram pelos trilhos previamente escolhidos.

Tudo ao redor parecia ser cúmplice daquele quadro e o caminho era de felicidade.

Não havia ninguém…só os outros lá mais à frente…porque ninguém ousaria interromper tal quadro.

Por isso eles caminhavam, sem se aperceberem que faziam parte de uma tela idílica, que qualquer casal gostaria de protagonizar.

bolha.jpg

Não falavam, não era preciso. Estava tudo dito!

Apenas o vento suave queria participar naquele silêncio que mais nada, nem ninguém ousava beliscar.

Não ! Apenas o sussurro dos pés na terra seca queria marcar presença.

De resto, tudo era deles. Só deles, sobretudo o chão de terra seca do caminho tantas vezes pisado, mas poucas vezes sentido.

Naquele cenário campestre, até os pássaros compunham a paisagem, onde nem a cumplicidade faltava.

Faltavam, sim, as palavras, que se tornavam desnecessárias, se existissem. Caminhavam, assim nesta bolha de amor, que há muito esperavam pudesse acontecer.

E acontecia, ali, no meio do silêncio, para que eles gritassem os gestos que há muito esperavam dizer. Concretizaram ali o seu desejo, sem lembrar que os outros caminhavam lá mais à frente, sem se lembrarem já, que eles tinham ficado na relva húmida. Ou lembraram…

E eles disseram… e fizeram e concretizaram e aconteceu!

A relva estava ainda húmida, depois da última rega.

E eles foram ficando. Os outros perceberam que eles precisavam ficar e foram… deixando-os na sua bolha.

E sem saber como, a bolha rebentou de tanto sentimento mutuo que se foi atrofiando, deixando-os atrofiados.

A bolha não aguentou. Ele invadiu a sua intimidade, depois de um beijo profundo, com a língua a explorar o mais recôndito espaço da boca dela.

E ela não resistiu. A bolha também não. E eles ficaram sem bolha, mas entrelaçados um no outro, como sempre tinham desejado.

30
Jul20

Confiança: O prazer da própria companhia

por cristina mota saraiva

Gosto de estar comigo! Gosto de falar comigo… até gosto de discutir comigo! Não tenho a menor dúvida, sem falsas modéstias, que sou uma boa companhia de mim mesma! Talvez até dos outros, mas isso agora não interessa nada!

companhia.jpg

 

É importante que gostemos da nossa própria companhia, de nós mesmos. Pois como diz, amiúde, o comum dos mortais : se não gostarmos de nós quem gostará?

Tudo começa por aí pela forma como nos encaramos, como gostamos de nós mesmos! Porque… pensemos… se nós mesmos mão gostarmos daquilo que somos e como  somos, como poderemos transmitir essa confiança aos outros. Porque só assim, podemos dar e ter uma boa imagem nossa. Ter atitude é o inicio de tudo…  o inicio para que tenhamos uma boa relação connosco e como tal, com a envolvente. Transmitir aos outros aquilo que somos, mostrar a confiança que temos em nós mesmos!

A nossa boa companhia também nos dá alento para seguir em frente, quando as adversidades chegam

Porque estarmos bem connosco dá-nos força e arcaboiço para essas mesmas adversidades. O espírito positivo é meio caminho andado para o nosso sucesso pessoal. O objetivo é cabeça levantada, olhar em frente e continuar, sempre com determinação!

E como a confiança deve estar sempre em alta, isso é sinónimo de fazer, de conseguir, de ganhar!  DE SUCESSO!

Então avancemos… com confiança!

28
Jul20

A rosa vermelha

por cristina mota saraiva

Ela andava de um lado para o outro, não conseguindo disfarçar o seu nervosismo e ansiedade. Faltavam poucas horas. O voo havia sido marcado um dia antes. Aliás, fora a própria Universidade que lhe enviara as passagens via e-mail. Um novo rumo a aguardava. Para trás ia deixar muita coisa e até talvez , o seu amor (ou nem por isso). Mas, tinha que ser. A vida assim ditara e… depois, a ideia era que ele fosse também (?), mais tarde ou mais cedo. Ou se calhar não! Vería depois.

rosa.jpg

De resto, esta seria também, uma oportunidade, mais uma, de tentar salvar a relação. Estranhamente, pensava que não ia sentir a falta dele. As coisas definitivamente não iam compor-se, sentia isso. Achavam, que se amavam, mas ela já não tinha tanto a certeza disso. Da parte dele sim, ela nem por isso. Tanto que os problemas que surgiam frequentemente partiam dela. Parecia que queria, mas não queria. Andava naquela incógnita. Já lhe dera vários sinais. Já pusera as cartas na mesa, mas ele fingia não entender. Aliás, não queria entender.

Quase eram incompatíveis e sempre fora necessário uma força muito grande, entre ambos, para não romper aquela relação que já durava há cinco anos.Ele insistia para que fossem viver juntos, ela nunca cedera, não se senta preparada para isso. Os primeiros anos viveram momentos muito bons e de enorme cumplicidade. Mas o regresso a uma rotina estranha, em que mal se cruzavam ao longo do dia, começava a fazer mossa.

Por outro lado, ela estava cansada do seu emprego na Universidade, necessitava urgentemente encontrar uma coisa diferente. Tinha que sair dali!... uma idria que a perseguia.

Esta era uma oportunidade que aguardara tanto tempo… por isso não queria pensar, agora, em despedidas, apenas numa ausência. Tinha que se concentrar em todos os pormenores: papeis e mais papeis, levava consigo um autentico escritório. A hipótese de poder rumar ao Reino Unido, ia concretizar-se. Tinha tudo em ordem. Foram meses de preparação,  depois de ter estado em Londres e ter conseguido o  Qualified Teatcher Status. Foram quatro anos a preparar esta aventura e afinal faltava um dia para se concretizar. E, agora, as duvidas apareciam. Quais duvidas? … colocou um sorriso nos lábios e saiu para a rua. Seria o seu último passeio, antes da Escócia.

Quando lembrou o nome do país sentiu um arrepio. Não sabia porquê! Escócia era Escócia, apesar de ser Reino Unido. Era enigmática, fria, histórica!

Situada entre o Oceano Atlântico a oeste e o mar do Norte a leste, ocupa o terço setentrional da ilha da Grã-Bretanha e a sua única fronteira é mesmo com a Inglaterra.

Já estudara o país, as suas tradições e os locais que poderia visitar. E pronto, lá ia à aventura. Quanto ao seu amor… que já não sentia como seu, ficou, até aliviada. Iria tirar todas as dúvidas que, achava, já não tinha.

No dia seguinte levantou-se cedo preparou-se, chamou o táxi… e lá foi.

Apesar de ser cedo, o bulício no aeroporto, para alem de anunciar um novo dia, não era mais do que uma cópia da agitação que se fazia sentir diariamente. Já nem ligava a isso e seguia como uma autómata.

Só que, sem saber como, num segundo… estava no chão. Desatou num riso compulsivo, sem se conseguir levantar de imediato. Ainda continuava a rir, quando sentiu alguém tocar-lhe no ombro.

-Precisa de ajuda? – não! – respondeu num ímpeto. Só depois levantou os olhos. O senhor aparentava algum desalento, perante tão repentina resposta. – ok! – e  voltou-lhe as costas.

-Espere, desculpe! – Viu-o voltar-se e entender-lhe a mão. –Peço desculpa pela minha impulsividade! – referiu algo envergonhada.

- Não há problema – mas fique ciente que o meu passatempo, não é propriamente, ajudar senhoras desastradas a levantarem-se  do chão.

Tau! – era só para não se armar em esperta.

- Bom dia e passe bem! O estranho virou-lhe as costas para seguir o seu caminho.

- Espere! – disse-lhe – ainda não tomei o pequeno almoço, faço questão de lhe oferecer, nem que seja, um café.

Ele, descontraiu e acabou por aceitar.

Dirigiram-se ao espaço de cafetaria mais próximo e sentaram-se numa mesa.

Feitas as apresentações, - Ana e Pedro, acabaram por descobrir que tinham o mesmo destino: Glaslgow. Ás vezes o universo conspirava a favor…. Disse ele baixinho.

- Desculpe?

-  Nada… estava a pensar que podemos fazer a viagem juntos e tentar depois descobrir a cidade. – atreveu-se a dizer

- Hummmm… é logo assim tão direto? – continuou ela.

- Não, mais impulsivo –completou.

- … sim, podemos pensar nisso –adiantou Ana, em jeito de resposta a despachar.

- Ui… isso é um sim? - Pedro arrojava na conversa.

- Não, uma promessa… - garantiu.

E lá foram. Fizeram o check in em conjunto, esperaram na sala, acabaram por comer qualquer coisa e entraram no avião.

O lugar de Ana era logo no inicio da segunda classe. O lugar dele  era quase no final do avião, mesmo lá atras. Ana ensaiou uma despedida, mas ele garantiu-lhe que ainda não tinha chegado a hora de se ver livre dele.

Ok, pensou ela… tu lá sabes!

E sabia, sabia muito bem que gostara dela e queria aprofundar mais este conhecimento. Não sabia porquê, mas gostara de Ana. Não era de uma beleza deslumbrante, mas sim, uma beleza simples, sem maquilhagem, muito interessante.

Ana sentou-se e  desculpou-se com a passageira que esperava para se sentar ao lado dela.

Como habitualmente, colocou a proteção do pescoço e preparava-se  para descansar um bocadinho.

Não foi preciso muito tempo. Caiu no sono.

Acordou com um suave toque na mão. Abriu os olhos e viu uma mão masculina a tentar acordá-la

- Ana – sussurrava - estamos quase a aterrar.

Estava ainda meia turdida e sem perceber muito bem o que acontecia no momento.

Abriu bem os olhos e viu Pedro, ali, ao seu lado.

O que aconteceu?, perguntou

- Estamos quase a aterrar – disse ele.

- Como é que vieste aqui parar? – perguntou, observando-o.

Afinal era mais novo do que lhe parecera inicialmente, o fato escuro que vestia dava-lhe um ar bem mais pesado. Observando bem, viu um homem bonito, simpático charmoso.

-Olha agora, o que é isto – falava com os seus botões. Afinal deixara o namorado em Lisboa. Namorado?? A palavra não lhe soou muito bem. Decididamente tinha que colocar um ponto final naquela relação. Tinha mesmo que ser. Sabia que ia magoá-lo. Mas desde sempre ele é que tinha insistido e investido na relação. Ela nunca lhe dera muitas hipóteses e  já quisera terminar diversas vezes, dizendo-lhe que não era justo. Ele insistia, frisando que um dia ela iria perceber o quanto gostava dele. Ela encolhia os ombros e continuava. Acomodara-se! Mas, agora começava a sentir remorsos de ter deixado as coisas arrastarem-se. Pedro estava a despertar-lhe algo que nunca sentira por João, o namorado. Não estava a perceber. Também não queria perceber!

Foi-se deixando envolver. Em Glasgow foram-se conhecendo melhor. Também ele estava ali a dar aulas. Já há cinco anos que ali estava. E gostava. Nunca pensara, para já, em regressar. Gostava do seu país, claro. Mas ali, fazia o que gostava com um excelente ordenado e todas as condições que impusera. Casa e carro, eram só algumas… Ana estava a habituar-se a todas as atenções que ele lhe prestava.

Já tinha ligado a João a por termo à relação. Ele perguntara logo se tinha conhecido alguém... Ela não foi sincera, mas disse-lhe que as coisas tinham mudado  e que iria ficar por ali algum tempo. Reforçou a ideia de que não era justo para ele. Mas, nem assim ele aceitou e disse-lhe para ter juízo.

 Depois de desligar o Skype, ficou com remorsos de não ter sido logo sincera com ele.

Estava ainda com estes pensamentos, quando Pedro tocou à porta.

Abriu com os olhos baixos, ainda aborrecida por não ter dito logo a verdade a João. Iria fazê-lo na próxima chamada.

Pedro tinha a mão direita atras das costas e depois de lhe dar um beijo na face, ofereceu-lhe uma rosa de um vermelho tão intenso que ela pensou que aquela era mesmo  a cor da paixão. Não imaginava outra… e admirou-se com estes pensamentos dela e com a atitude dele. Não o imaginava assim romântico. Nem a ela a ter este tipo de ideias. Mas, afinal, se calhar estava na hora de arranjar alguém. Como se ela precisasse de alguém. Provavelmente sim! Conheciam-se há pouco tempo, mas a empatia, no avião fora imediata. Aos pouco iam descobrindo as inúmeras afinidades.

E, então, ela decidiu baixar a guarda e deixar-se envolver. Não foi dificil. Pedro tinha sempre uma surpresa na manga… e isso estava a encanta-la. Aliás, chegou-lhe a dizer isso.

-Estás constantemente a fazer chantagem emocional comigo, afirmou.

Ele encostou-se a ela e ao ouvido só lhe sussurrou

- Achas?

 Ela não resistiu mais. Ele, envolveu-a, puxou-a e deu-lhe um beijo tão profundo e carinhoso… irresistível… ela entregou-se…

26
Jul20

Onde param os protestos? - O nuclear aqui à porta!!

por cristina mota saraiva

O nuclear aqui à porta!!

A central nuclear de Almaraz vai mesmo funcionar até 2028.

O governo espanhol renovou a autorização de exploração da central nuclear até 1 de novembro de 2027 para a unidade número I e até 31 de outubro de 2028 para a número II.

almaraz.jpg

 

A decisão do governo de Madrid segue a proposta que tinha sido apresentada pelo Conselho de Segurança Nuclear de Espanha e é conhecida dias depois de o ministro do Ambiente português ter confirmado no Parlamento que esta central iria funcionar até 2028, afirmando na mesma altura que os incidentes reportados nas últimas semanas não tiveram consequências para o ambiente.

Segundo um comunicado da gestora da central, citado pelo jornal El Periódico Extremadura, esta aprovação reconhece “o esforço de investimento realizado nos últimos anos para a melhoria da sua segurança, atualização e modernização tecnológica”.

As assembleias municipais de Castelo Branco e Idanha-a-Nova tinham aprovado recentemente duas moções contra o prolongamento da vida desta central que fica a cerca de uma centena de quilómetros destes concelhos, moções que foram aprovadas por unanimidade.

Esta é uma notícia do jornal Reconquista  e apenas confirma que, neste processo todo, o Governo português pouco ou nada interfere. Mas o ridículo, disto tudo, é mesmo dizer-se que os recentes incidentes “ não tiveram consequências para o ambiente” E assim vamos andando…. “ com a cabeça entre as orelhas!”… Porque quando tiverem consequências, cá estaremos para lamentar!

O que eu gostava mesmo, era ver o empenho que os deputados da oposição tiveram para fazer alvoroço sobre a perda de mandato do presidente da Câmara, Luís Correia, um alvoroço legitimo, com certeza, terem, agora, o mesmo empenho. O assunto Almaraz não merece igual assumir de críticas? Deixemo-nos de ser hipócritas e assumam-se! Deputados, autarcas, forças vivas da região responsáveis das diversas instituições cidadãos !!

 

 

 

 

foto - Jornal Económico - sapo

25
Jul20

… de rompante!

por cristina mota saraiva

rompante.jpgEntraste de rompante na minha vida. Numa noite, que não era uma noite qualquer, tinha tudo para ser uma grande noite, Excelente, mesmo! Era de comemoração! E foi. Tudo em grande! Até aquilo que passei a sentir por ti!

Inverno, num ambiente acolhedor. Alguma agitação, muita responsabilidade! Festa! Os nervos ainda não acalmavam e já antevia outro desassossego. Algo me puxava para ti. Mas, entretanto já tinha percebido que não podia ser. Não seria!

Mas acabou por ser, sem querer. E foi e é! Mas já não dá. Deixou de ser, depois de uma noite de sono. No outro dia já não era. Não percebi porquê! Não procurei perceber. Aceitei e ainda hoje não sei porque! Quem sabe um dia… e se de rompante entraste, de rompante saíste.

Não adianta. É assim, assim será… de rompante!

Sei que, assim de rompante, merecia mais. Mais respeito! Mais atenção! Mais tudo aquilo que não disseste e não fizeste! Mas deixa, porque de rompante, eu fiz… por ti e por mim!

25
Jul20

Nunca deixes de rir de ti mesmo!!

por cristina mota saraiva

Hoje ao folhear os títulos de jornais e revistas, deparei-me com esta frase: “ Nunca deixes de rir de ti mesmo!”. Um lema que sempre adotei para mim. E nem a propósito, hoje de manhã já me ri de mim mesma.

destino.jpg

 

Hoje, sábado, acordei cedo e como os dias têm sido livres de preocupações, nem sei se é bom, se é mau, não me lembrei desse facto. E então que faço. Ao cumprimentar uma pessoa por telefone, desejei-lhe, claro, um bom dia, acrescentando : bom trabalho!

A resposta veio do outro lado: mas hoje é sábado!!! … upsss… pois é… pronto soltem a gargalhada…

Coisa que me acontece muito e uma carateristica que ressalta em mim… como diz a minha vizinha…. A tua gargalhada ouve-se no bairro todo…

Eu prefiro dizer uma gargalhada sincera! Uma gargalhada de uma pessoa que se assume feliz!

Continuando com frases feitas, mas verdadeiras… a vida é o que fazemos dela!

E eu tenho procurado fazer da minha algo de bom. As más experiências ficaram e só me impulsionaram. Mesmo o acidente de “percurso”, que tive, só me trouxe mais força. E continuo na senda de ser feliz! E sou! E é também por isso que, cada vez mais, me rio de mim própria. Porque isso, acho, também é sinal de inteligência.

Porque devemos encarar as coisas com naturalidade e assumir as pequenas gafes ou os grandes erros, procurar corrigi-los e lembrarmo-nos deles, para os evitar no futuro. E não procurar esconde-los. Porquê isso!? Assumam-se!

Riam-se de vocês e celebrem a vida! Esta é a melhor forma de passar por cá e deixar uma marca positiva!

A vida é o que fazemos dela… podemos e devemos conduzir o nosso destino, até porque, parafraseando Demócrito, “ O carater de um homem faz o seu destino. Destino que não será uma questão de sorte, talvez mais de escolha, não devemos esperá-lo, mas sim escolhe-lo e procura-lo.

Nunca deixes de te rires de ti mesmo!

24
Jul20

Porque escrevo?

por cristina mota saraiva

Foi a minha vida profissional. Entrei nela por gosto. Permaneci nela porque consolidei a minha paixão. Fui-me adaptando, estudando, fazendo formações, ouvindo, no fundo aprendendo. Fui criticada, muitas vezes… alguns até me chamaram influenciada e mesmo, vendida!

Porque sempre procurei manter relações cordiais, até amizades, com pessoas do topo e do poder, de todas as áreas.

escrever.jpg

Tal nunca influenciou a minha forma de escrever e muito menos me coibiu de denunciar. Cheguei a ser filiada num partido político, quando essa carateristica ainda era permitida aos jornalistas. Deixou de o ser quando a lei mudou. A partir daí entreguei o cartão.

Curiosamente, os poucos que chegaram a dizer-me ser vendida eram desse mesmo partido.

Mas, até aí eu soube distinguir o trigo do joio e nunca misturei as coisas. Continuei sempre a fazer o meu trabalho, sem me preocupar com juízos que tinham por intensão desestabilizar-me.

Nunca o conseguiram.

Por ironia do destino, muitos fazem-me chegar o seu lamento pela minha ausência. Hipocrisia?? Alguns sim, a maioria, tenho a certeza, que não!

Também eu tenho imensas saudades e por isso, para as colmatar, decidi continuar a escrever por aqui. E cá continuo…. E vou continuar! Pode haver novidades!... em breve…

23
Jul20

Continuo a acreditar? Não, acabou!!

por cristina mota saraiva

Ingratidão tem sido uma palavra recorrente na minha vida. Sou daquelas que se entrega, sem olhar para trás e que acredita nas pessoas. Gostaria de continuar a ser assim. Mas, parece que não!

Vem um pisa e repisa. Vem outro, usa e abusa.

TALENTO.jpeg

 

Mas eu cá continuo a aprender e não aprendo. E continuo a acreditar!

Sou daquelas que despe a camisa e dá o que tem, sem grandes explicações, acreditando nas pessoas!

Mas, não, não pode ser assim! Já devia saber isso! E lá vou, de novo.

E fui! E voltei a acreditar! E voltaste a falhar!

Mas continuo. E só por acreditar, as coisas podem acontecer E acontecem! E tu vens, mais disponível que nunca. E eu? Eu já não tenho tanta disponibilidade. E deixei de acreditar! E aí, dizes: és uma ingrata! Sim a ingratidão! Agora sou eu a ingrata!!

Pois é. Mas continuo a acreditar!

Gostava de acreditar em ti! Gostava que tudo fosse verdade! Gostava que acreditasses em mim. Gostava, queria acreditar!

E acredito!  E vens, de novo… para a seguir ires outra vez. E deixo de acreditar em ti! Porque tu continuas a acreditar que eu estou sempre aqui!  Mas chega o dia em que digo NÃO! Tu sorris pensando que brinco. Levantas o queixo e com o teu sorriso mais espetacular, olhas e dizes estás a brincar, certo?

Não, não estou! Levanto-me e saio dali! Desta acabou!!!

22
Jul20

... ficar na mó de baixo...

por cristina mota saraiva

O meu texto, hoje, vai ser um bocadinho diferente.Porque me apetece escrever sobre isto, longe de estar a branquear, ou tentar, o que quer que seja, até porque a justiça já funcionou!

cris e luis 1.jpg

Porque sei o que é estar na “mó de baixo” e virem todos calcar e recalcar. Deixei no Facebook uma mensagem de solidariedade, para com o meu amigo Luís Correia. Um beijinho, mas sobretudo um abraço apertadinho de conforto! Sempre lhe chamei um rapaz do meu tempo, porque assim é, de facto. Bebemos muitos copos juntos, participamos em muitas brincadeiras, tivemos muitas cumplicidades!. Para o bem e para o mal, a justiça está a funcionar. Por isso, chega! Deixem-no viver este mau momento, recatado e sem ser necessário estar a repisar aquilo que já se percebeu. Não o considero corrupto. Nem pouco mais ou menos. Há momentos na vida em que, as opções podem não ser as melhores ou as mais adequadas, mas isso não faz de quem as toma as piores pessoas do mundo. Porque os amigos são para as ocasiões. Luís, muita força , com a certeza que melhores dias virão.

Não se passa de bestial a besta, de um dia para o outro. Posso até criticar as ações, sabendo que não foram conduzidas da melhor forma. Mas também não posso deixar de dizer que Luís Correia acabou por cair numa ratoeira muito bem montada. Porque nem sempre os que escolhemos para estar ao nosso lado são os melhores, embora inicialmente pensemos que o sejam.

Sem pretender ilibá-lo de qualquer responsabilidade, que a terá, considero que a ‘caminha’ foi muito bem feita e que atingiu os objetivos pretendidos. A justiça já funciona… As consequências já estão à vista. Agora quero ver onde andam todos aqueles que o bajularam, se aproveitaram e que até contribuíram para chegar a este ponto! Seria bom que se assumissem!

21
Jul20

Viver cada dia como se fosse o último

por cristina mota saraiva

Viver cada dia como se fosse o último. É mais uma frase feita, mas que diz tudo. Garanto eu, que já estive do lado de lá… e regressei!

Já por diversas vezes falei sobre o que me aconteceu, um AVC hemorrágico, e como tal este é mesmo o conselho ideal, de quem esteve do lado de lá, mas regressou porque a vontade de viver é muita!!!!!.

viver.jpgPara além disso, alguém disse um dia “vivam e sejam felizes… se amarem alguém digam-lhe”…se tivermos a felicidade de ficar por cá! É que, de um momento para o outro tudo muda e depois vem a depressão e os” ses”… aconteceu comigo e por isso não me arrependo de nada do que fiz antes, por mais que falassem ou rótulos que me colocassem. Ainda tenho alguns “ses”, mas vou ultrapassá-los, porque nós também podemos conduzir o nosso destino e ‘cair’ não é mal nenhum, temos é que saber levantarmo-nos. Porque a vida é o que queremos fazer com ela, mas temos que ser felizes com aquilo que temos. E eu já tive muito, perdi tudo, mas tenho o mais importante. A VIDA ! ESTOU CÁ!  E vivi e vou continuar a fazê-lo, ou seja a viver como me apetece… no fundo… a ser feliz.

Foi muito duro o que passei, mas lá está o tempo do verbo no passado…agora é seguir de cabeça erguida, porque consegui resolver todos os meus problemas, mesmo os de saúde e mesmo sem nada, seguir em frente.

Sim tenho Fé, acredito em Deus e acho que nestes momentos passados ele esteve comigo, ao lado de Nossa Senhora do Almortão e ajudaram-me a viver. Depois disso, os meus dias passaram a ser sempre bons, ou pelo menos procurei que o fossem, apesar de algumas recaídas, das quais procurei sempre levantar-me, contei com algumas ajudas e aqui todos os meus terapeutas e animadores  foram fundamentais, sempre me deram todo o seu apoio e me levantaram o ânimo.

Junto-lhes alguns amigos, mais recentes, porque dos outros, mais antigos, sobram poucos… assim, de repente, posso afirmar que os dedos de uma mão chegam para os contar.

NÃO, não foi fácil e o percurso ainda continua… mas temos que o tornar fácil e travar as nossas lutas, vencendo batalha a batalha. Esta está a caminho de mais uma vitória. E por isso, quem está, está!! .. o resto é isso mesmo…resto!

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