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Escrever e escrever, pensar, refletir... afinal não é para isso que existem os blogs? Por aqui vão passar ideias, palavras, pensamentos... tudo o que nos der na real gana... ou não seremos "Levada da Breca".

FUTURO. O tempo que há-de vir, o porvir, o destino, o resto da vida. São estas algumas das definições que o dicionário apresenta para o termo, acrescentando-se que é o tempo verbal que indica uma ação futura!
Como tal e simplificando é a incógnita, o desconhecido e, assim, só se pode prever ou, no imite, tentar adivinhar!
Há quem faça previsões, há! Há quem diga que adivinha, há!... E há quem acredite, há!
Podemos prever o futuro! Talvez! Uma coisa é certa: a única coisa que podemos fazer e que depende de nós, para uma previsão futura: é trabalhar para conseguir realizar aquilo que prevemos, ou queremos!
E, aí sim, estamos a fazer uma previsão para o futuro, com consistência mas, convém, sem ilusões!
A cumprir o desafio de 30 dias de escrita, lançado pela Dalila Gonçalves, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.
Sempre gostei de ter animais. E tive! Gatos! Mas, também sempre vivi em locais onde era possível tê-los. Ou no campo, ou mesmo num apartamento, num res-do-chão, que permitia entradas e saídas, pela varanda, sem necessidade de ter uma casa de banho para eles. E digo isto, porque não consigo lidar com esse recipiente, uma vez que é necessário despejar e limpar o referido, diariamente. Não, não consigo!
E como não posso, não quero e não devo sobrecarregar a minha mãe, a solução é não os ter e ir fazendo amizade com os animais dos vizinhos (os de quatro patas, refira-se).
Facilmente, conquisto os patudos e consigo uma grande empatia com eles. É fácil, assim colmatar a lacuna e, deste modo, não ter também trabalho a tratar da porcaria. A despesa com a alimentação dos bichos não seria entrave, conseguisse eu lidar com a casa de banho. Aliás, de quando em vez, lá trago umas latinhas para a vizinhança de quatro patas e ganho mais uns pontitos na cumplicidade com eles, sejam cães, gatos e até pássaros. Por estranho que pareça, tenho uma amizade saudável, com o pássaro dos vizinhos do lado. Que, quando não lhe dou atenção ou me demoro a ir ao pé dele, reclama a minha presença. É certo que esta questão de ter pássaros cativos pode não ser a mais simpática. Mas sei que este pássaro já não conseguiria viver em liberdade!
Agora, o que eu gostava, mesmo era de ser dona de um cão. Mas atendendo às limitações que já referi, nunca me foi possível! Com muita pena!
A cumprir o desafio de 30 dias de escrita, lançado pela Dalila Gonçalves, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.
Uma nuvem no céu
Levanto os olhos e quase fico ofuscada com um azul tão luminoso. É cedo e o dia promete ser muito agradável. Inicio a caminhada matinal e sinto uma brisa fresca. A meteorologia tinha-se enganado, outra vez, ao anunciar chuva forte. Estava um dia tão lindo. Bem, o melhor era mesmo aproveitar!
Por isso, em vez de ir pelo percurso habitual, decidi optar por um caminho diferente, mais longe para aproveitar o sol.

Entretanto, aproveitava e entrava na pastelaria da Eugénia, que já não via há algum tempo.
Beleza! Como diria o meu amigo Manoel, oriundo da terra de Vera Cruz. Com este pensamento, decidi enviar-lhe uma mensagem, convidando-o para um cafezinho. Podia ser que estivesse na escola e desse um pulinho à pastelaria que ficava quase em frente!
Assim fiz e a resposta não se fez esperar. “Ok, já estou a caminho”.
Acelarei o passo. Quando cheguei o Manoel Já me esperava à porta. Por essa altura já se levantara uma brisa forte e o céu ficou cinzento de repente… uma nuvem negra escurecia o dia que tinha começado tão luminoso.
Entrámos e ainda não nos tínhamos sentado, nem cumprimentado a Eugénia, e tudo estremeceu. De imediato, ouve-se uma chuva forte… afinal a meteorologia estava certa!
- Trouxeste carro?, questiono.
Manoel estava espantado, quase amedrontado, mas lançou uma enorme gargalhada.
- Achas??? Estava um dia tão bonito…
Desatámos numa risada. Aquela nuvem negra no céu fizera das suas´´!
- Bem, pelos vistos, por este andar, vamos ter que almoçar por aqui!
- A mim não me faz diferença – afirmei, este é o meu dia de folga.
- A mim também não. Vim à escola para falar com o presidente do Agrupamento e já tratámos dos assuntos pendentes. Eram dez e meia e na escola ouvia-se um enorme burburinho. Era o intervalo maior e os alunos foram, também surpreendidos, pelo resultado daquela nuvem escura no céu, que lhes estragou a brincadeira. No entanto, alguns, aventuravam-se à chuva e saltavam nas poças de água, molhando os colegas à volta. Depressa a maioria entrou na brincadeira, até serem interrompidos pelo toque da campainha, que os trazia à realidade. O sol lutava por entre a nuvem que depressa se afastou e deixou, de novo, um céu luminoso.
O almoço manteve-se, mesmo assim! E foram feitos outros telefonemas e a mesa do almoço foi crescendo.
No final, já com o cafezinho tomado e cada um, aos poucos regressar à sua normalidade, eu e o Manoel rimos da situação. O que aquela nuvem no céu arranjara! E continuámos a rir. Iríamos fazê-lo muitas vezes, lembrando aquele dia.
A cumprir o desafio de 30 dias de escrita, lançado pela Dalila Gonçalves, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.