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15
Jun20

Um prazer inenarravel

por cristina mota saraiva

A maioria das pessoas, perante este tema, de imediato se centra no “fazer amor”, que para mim, não é mais do que “sexo”. Será que não há outros prazeres, sem ser o físico, e muitas vezes tao sentido como esse?

prazer 1.jpg

 

Por exemplo, um toque especial, uma mensagem profunda, alguém que com as suas atitudes te faz sentir única/o… também isso arrepia e toca no sentimento. Mas, invariavelmente, o sexo ganha protagonismo, também porque continua a ser um tema tabu e por isso mesmo, se aproveitam estas oportunidades para o trazer ao decima. E muitas vezes, até quem o faz é porque, de facto, pode não conseguir atingir essa prazer no sexo, mas esconde e disfarça para que pareça bem e fique bem visto perante a sociedade.

Claro que fazer amor, na altura certa, no momento especial, num local idealizado, com a/o tal, ou simplesmente na cama, é um prazer indescritível! Mas, não é só aí! E até aí exige algo mais, a começar pela simbiose que existe, ou não, entre as pessoas os intervenientes. Mas um  prazer inenarrável, acho, vai muito, pode ir, muito mais além que o sexo.

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.

14
Jun20

Um sopro de esperança

por cristina mota saraiva

esperança.jpg

 

Diz a sabedoria popular que a esperança é a última a morrer, mas também diz que saber esperar é uma virtude!

Um sopro de esperança é sem dúvida aquilo que nos dá alento para prosseguir. Mais depressa ou mais devagar!

Esperar é uma virtude e quem espera sempre alcança, ou a esperança é a última a morrer, onde a cada dia sua pena e sua esperança, são estes alguns dos adágios que abordam onde a esperança. é referência.

E é precisamente isso… um sopro de esperança é o que devemos ter e alimentar, enfrentando a vida com otimismo, para que tudo se torne menos pesado. Para que continuemos a enfrentar as agruras da vida.

Onde houver esperança, haverá sempre um sopro a impelir-nos para a frente. Então vamos, com muita esperança e sempre em frente… é que, como dizia a minha avó, ‘para trás mija a burra’.

 

A cumprir o desafio de 30 dias de escrita, lançado pela Dalila Gonçalves, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.

13
Jun20

Uma fruta mordida

por cristina mota saraiva

apple.jpgA maçã. É sempre aquela imagem, quase erótica (só ultrapassada, pelo mordidela do morango), mas que nos remete, de imediato, para a Apple. E isso, levou-me, também a tentar perceber como surgiu a ideia da maçã icónica da Apple.

Rob Janoff é um nome que passa despercebido, mas que pertence ao homem responsável por esta imagem. Foi há cerca de 40 anos, que Steve Jobs pediu a Rob Janoff para desenhar o logo da empresa, deixando-lhe apenas uma indicação: «Não o faças muito fofo.» O resultado está à vista e tem acompanhado a tecnológica ao longo das décadas, marcando presença no iPhone, iMac e iPad, entre outros equipamentos.

Desde aí, são várias as interpretações apresentadas pelo público para o logótipo da Apple. Há quem acredite que é uma alusão ao pecado original de Adão e Eva e há também quem considere que se trata de um piscar de olho a Alan Turing, padrinho da computação moderna que foi encontrado morto ao lado de uma maçã.

No entanto, a justificação verdadeira é mais prática: a inspiração para o logo veio simplesmente do nome, Apple. A dentada, por seu turno, era necessária para garantir que o fruto era facilmente associado à marca.

Aqui fica a explicação simples, de uma marca que hoje é identificada em todo o mundo.

 

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco. 

12
Jun20

Uma tarde de domingo

por cristina mota saraiva

casa domingo 1.jpg

Assim que leio estas palavras, várias imagens sobem à minha imaginação!

Sem ordem de preferência começo pela primeira. Um mar de águas calmas, uma areia fina e eu deitada na toalha! Não há vento e só se ouvem as gaivotas.

Outra imagem, é aquela que tão bem conheço, de um campo verdejante, uma casa rustica e eu, esticada numa espreguiçadeira, perto da piscina. E aquela árvore mais alta, que não deixa o sol bronzear.

O grelhador já arde e quando as brasas estão prontas, alguém coloca a entremeada e as salsichas frescas. O odor dos grelhados desperta-me os sentidos. Ainda dá tempo para um mergulho! Salto a pés juntos, deixando aqueles que estavam por perto num protesto em uníssono.

Dou umas braçadas debaixo de água e depois coloco-me de pé. A piscina não é funda, é daquelas de fingir, que se compra no hipermercado. Quero lá saber… dá para refrescar nos dias e noites quentes, que se avizinham.

Bom, vamos lá aos grelhados, mesmo apesar de ser domingo e a tarde já ter marcado presença há algum tempo. Ali não há horas!

E como não há horas, é-nos permitido esticá-las!

São já, talvez, umas quatro horas da tarde, quando nos levantamos da mesa.

Obrigamo-nos a ir lá à frente, ao café da aldeia, de resto o único “serviço público” que ali existe, para andarmos um bocadinho.

A rua está deserta, naquele lugar também ele quase deserto. O que vale àquela aldeia, são os residentes que voltam ao fim-de semana, ou em alturas de festa. Também aqueles resistentes que insistem em ficar … poucos mas bons, como frisa o Francisco, conhecido pelo Chico da Bomba, porque explora a gasolineira bem perto da placa de entrada para a aldeia, vai já, para 25 anos.

Mas, quem dá vida ao lugar são, sobretudo aqueles que querendo fugir do bulício das cidades, ali se foram instalando, recuperando, casas, cultivando hortas e chamando amigos, que animam a localidade ao fim-de semana. Como eu, que apostei naquele lugar e que cada vez mais considero ter sido a melhor opção que tomei.

Naquela tarde de domingo, não é tarde, nem cedo, é o que nos apetece.

 

 

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco. 

 

 

 

 

 

 

11
Jun20

Uma pergunta intrigante

por cristina mota saraiva

interrogação 2.jpg

 

Há perguntas que tornando-se banais me intrigam profundamente. São aquilo que chamo de perguntas desnecessárias, porque obvias nas respostas.

Por exemplo, estou sentada num café à espera de um amigo. Vejo-o aproximar-se e dirigindo-se a mim:

- Já chegaste? – Não, fiquei ali atrás! … é o que apetece responder!

Ou então, quando a minha mãe abre a porta da Casa de Banho e, estando eu na banheira, pergunta; - estás a tomar banho?  - Não estou a ver a água a sair do chuveiro! – Estas são pois as tais perguntas deveras intrigantes!

Mas, vão continuar a existir. Porquê, porque sim! Para perguntas intrigantes, respostas intrigantes!

Inconscientemente, ao longo do dia vamos fazendo perguntas intrigantes e nem nos apercebemos! Como muitas vezes utilizamos os pleonasmos, e até os grosseiros e não nos apercebemos, também, assim nos saem estas perguntas intrigantes!

Ficou intrigado??  Volte a ler!

09
Jun20

Um gesto inspirador!

por cristina mota saraiva

gesto 1.jpg

 

A sabedoria popular refere amiúde que: o gesto é tudo! E se na gíria jornalística se diz que uma imagem vale mais que mil palavras, um gesto será sempre um gesto, para o bem e para o mal.

Mas interessa hoje, sobretudo, falar daqueles que são inspiradores.  E há-os  por aí! Um gesto inspirador é o que acolhe, o que acarinha, o que aquece.

Um gesto é inspirador quando feito com carinho, com proteção, com vontade de abraçar, vale mais que mil palavras. Não é preciso nada mais!

A inspiração de um gesto inspirador deixa marcas no coração de cada um. E inspira… e até conspira, sobretudo contra a maldade.

Um gesto inspirador pode ser a resposta que precisamos contra muita coisa, talvez até contra a maldade das pessoas.

Hoje pode ser o dia para você marcar alguém com um gesto inspirador! Pense nisso!

 

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco. 

08
Jun20

O meu desafio empolgante!

por cristina mota saraiva

balao.jpg

Ao longo dos tempos, fui cumprindo desafios, uns mais que outros, mas quase sempre, a maioria, muito empolgantes!

De resto sempre gostei de desafios e por norma nunca me recusei a qualquer um, fosse de que género fosse!

Para além disso, a minha profissão sempre me colocou à prova, melhor eu sempre me quis colocar à prova, procurando sentir o que o outro sentia perante determinada situação. Afinal ensinaram-me a escrever o mais próximo da realidade!

Os incêndios ocupam lugar de destaque nos diversos trabalhos que realizei e por isso, nunca enjeitei qualquer tipo de experiência, tendo realizado, inclusive, diversas formações, na Área da Proteção Civil. Até porque, os maiores desafios que vivi foram junto das forças de segurança, policias e bombeiros.

No terreno, o acompanhar dos incêndios, foi onde vivi as maiores aventuras. Não me esqueço que fiz o teste do contentor, que se resumiu a apagar um incêndio dentro de um contentor próprio e percebendo aquilo que os bombeiros passam e a forma como, rapidamente, têm que tomar decisões!

Num dos incêndios, numa freguesia próxima de Castelo Branco, encontrando-me eu a fazer a cobertura jornalística, deparo-me com uma senhora aflita, que tinha o seu veículo, uma carrinha Peugeot, lá mais abaixo. E ela a ver as chamas a encaminharem-se para o veículo. Muita gente ao redor, em jeito de arena romana, nada fazia para evitar que a carrinha fosse devorada elas chamas. Eu não hesitei, dirigi-me rapidamente à carrinha e, facilmente a retirei, deixando-a em local seguro.

Não foi um ato heroico, não o considerei como tal, vejo agora, que foi mais um desafio, que tinha que ser cumprido. Dada a gravidade da situação não foi empolgante, mas foi o que a situação me levou a fazer, sem muito pensar. Também não fiquei à espera dos agradecimentos da Senhora e afastei-me, continuando o meu trabalho.

Desafio empolgante foi, sobretudo, quando decidi arriscar e meter-me num balão de ar quente, na Covilhã, com a Serra da Estrela ali ao lado. Tratava-se de uma operação de charme de uma empresa turística que lançou viagens de balão e convidou os jornalistas para a apresentação.

Feita a apresentação, veio o convite, em forma de desafio para os jornalistas. A sugestão era a de experimentar e levantar voo dentro do cesto. E lá avancei eu. E este sim, foi um desafio empolgante, sobretudo pela forma como terminou!

O senhor Alípio, assim se chamava o senhor que manobrava o balão, ou seja, o “condutor”, nunca mais me esqueci do nome, ajudou-me a subir, porque eu, com o entusiasmo de uma nova experiência, nem me lembrei que estava de minissaia apertada. Não foi por aí que me impediram de experimentar. E lá fomos!

. Estava tudo a correr muito bem, até que se levantou um vento que começa a levar o balão para a Serra. Nada de anormal, epxlicava o senhor Alípio que procurava um espaço para ‘aterrar’. Viu o campo de futebol do Teixoso e tentou levar o balão para lá.  Não conseguiu. Nós, passageiros, eu e dois colegas, nunca nos intimidámos, pelo menos aparentemente. Eu tinha a ideia de que o balão não cairia a pique. Confiei no senhor Alípio e com os meus colegas continuámos a disfrutar da experiência. Antes disso já tínhamos tirado fotografias e feito diretos para a rádio. Para nós tudo normal. De repente, sentimos um abanão e o senhor Alipio pediu-nos para nos baixarmos. Só então percebemos que algo de estranho acontecia. O balão descia rápido e sentimo-lo, depois, a deslizar pela vegetação e por entre as árvores.

Aí, sim! Assustei-me! Não durou muito, porque de pressa o cesto parou.

- Está tudo bem? Ninguém se aleijou? – perguntou o senhor Alípio, continuando numa azáfama, a manobrar cordas, até que percebeu o que se passara. Uma corda caiu, ficou presa numa árvore e ‘abriu’ o balão, que assim, desceu mais depressa.

Mas, nada mais que isso. Com a queda o telemóvel desligara-se e ninguém sabia o código, uma vez que aquele telemóvel tinha ido, apenas para fazer o direto para a rádio.

Ou seja, estávamos não sabíamos onde, deduzíamos que já no inicio da serra, sem telemóvel e sem saber como regressar..O senhor Alípo, disse para subirmos, que mais acima havia umcaminho e que alguém nos iria buscar. Ele ficaria, não deixava o balão, qual comandante, que não abandona o seu barco.

Começámos a subir, mas não era fácil a vegetação rasteira era tanta que  funcionava quase como  colchão de molas.

Sabíamos que alguém viria em nosso socorro, porque ficara muita gente em terra, à espera de uma oportunidade de levantar voo, também.

Não me arrependi, pois, de ter sido a primeira a aceitar o desafio. Imaginava que, tão depressa não iria haver outra oportunidade.

Lá íamos caminhando, conforme podíamos, até que começámos a ouvir vozes: Cristina, Manuela… Cristina, Manuela…

- Estamos aqui, já vamos a caminho, respondemos. Mais tarde, quando chegámos ao local de onde tínhamos saído e onde os outros nos aguardavam… percebemos que a termos ficado no local, não seria difícil encontrarem-nos, porque o balão ficou estendido nas copas das árvores. Era perfeitamente visível.

O desafio mais empolgante que vivi até hoje, Foi bom! Muito bom!

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.

07
Jun20

Racismo?? Tenham Vergonha!!

por cristina mota saraiva

protesto.jpg

Um mar de gente, sem regras de distanciamento, saiu para as ruas de Lisboa, que se encheram , para protestar contra o racismo, depois da morte de George Floyd, provocada por um policia brasileiro, de Mineápolis. Assim, renasceu das cinzas o movimento Black Lives Matter. Este movimento tem sobrevivido nas redes sociais, onde começou em 2013, através da hastag #BlackLivesMatter (BLM). Na altura apareceu, como forma de protesto, pela absolvição de George Zimmerman, que estava acusado da morte de um adolescente afroamericano.

O movimento conseguiu a simpatia de muitos passando a ser reconhecido por todo o mundo. Depois, com a morte, em 2014, de dois afroamericanos, os protestos sucederam-se e o movimento voltou a impor-se, a hastag foi recuperada.

Agora, numa altura em que tanto se pede para haver cuidados redobrados e não haver ajuntamentos, eis que se recupera o movimento nas ruas de Lisboa (também no Porto e noutros locais por esse Mundo), numa onda de protestos pela morte de George Floyd.

Em causa não está a ideologia, legitima, de tais protestos, mas sim o facto de vir a destempo e poder colocar em causa a saúde pública, sobretudo numa zona onde os casos de COVID 19 têm vindo a aumentar.

A questão que se coloca: era assim tão importante vir, agora, com estes protestos? Onde está o cumprimento do distanciamento social?

Não tenho mais palavras, para descrever tão ignóbil ato. Para terminar, apenas me apetece frisar e citando JoacineKatar Moreira : TENHAM VERGONHA!!

06
Jun20

Espetáculos vão-se adaptando

por cristina mota saraiva

Variações-1.jpg

Os Sabores de Perdição, em Castelo Branco, continuam a merecer destaque. E cada vez mais pela positiva. Parabenizo, mais uma vez a ideia e se, recentemente, deixei uma critica à forma como foi conduzida a transmissão do espetáculo de Cuca Roseta, não posso, agora deixar de enaltecer a mais recente transmissão, com as musicas do filme ‘ Variações’ a passearem-se por algumas zonas da cidade. Assim, está bem!!

 Pelo menos a transmissão de Cuca Roseta, serviu para que se melhorassem e muito as condições e, assim, cada vez mais, apostar neste tipo de transmissão, atendendo à situação que vivemos. Claro que a esperança é a de que tudo melhore e possamos voltar aos locais habituais da Cultura. Enquanto isso não acontece, não me canso de destacar o esforço feito pelaautarquia. Quando está bem, está bem!

Claro que já vieram outras críticas pelo facto de não passar em todo o lado. Sejamos coerentes, é humanamente impossível que isso aconteça. Temos que perceber e acreditar que o município está a fazer o seu trabalho para que os espetáculos se vão distribuindo pela cidade. E além disso se a situação continuasse normal, teriam que se deslocar aos respetivos locais, portanto, tenham juízo!

Gosto de ser coerente e quando não está bem, dizer! Mas quando está convém, também referir!! E não esquecer que a situação é nova e que estamos todos a adaptar-nos.

Para além de tudo isto, realçar a presença de João Artur Santos, para animar e que, como sempre esteve mais do que à altura!

Estamos no bom caminho!

05
Jun20

Um medo forte!

por cristina mota saraiva

cobra.jpgO medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta, demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, em que nos sintamos ameaçados, tanto física, como psicologicamente. Esta é uma das possíveis formas de caraterizar o medo que pode chegar a ser pavor, na sua manifestação máxima.

Eu tenho alguns medos, sendo que os meus medos mais fortes se prendem com um pavor exacerbado a rastejantes. É uma coisa impressionante e que não consigo controlar. Considero, mesmo, que é demasiado irracional. Quando vejo uma dessas criaturas rastejantes, não consigo controlar as reações, o que me enerva solenemente.

Desde a pequena sardanisca, ao mais horrendo lagarto, para já não falar em cobras que, felizmente vejo poucas, tudo me assusta!

Antes do medo, vem a ansiedade, como destacam os especialistas e aqui o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe possa fazer algum mal. Ou seja, aquilo que é comum dizer, ‘sofrer por antecipação’. É neste sentido que esses mesmos especialistas traçam uma espécie de escala, com diversos graus, a começar pela ansiedade.

Sendo assim, é possível traçar, ainda segundo esses especialistas, uma escala de graus de medo, em que o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.

O medo pode transformar-se numa doença, (e é mesmo)a que se pode chamar fobia quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psicológico.

No meu caso, e como referi, o simples facto de saber que vou para um local onde me possa cruzar com as ditas criaturas, causa-me algum descontrole de emoções, que procuro disfarçar, mas que nem sempre é fácil.

Posso até contar uma cena quase macabra, quando assisti a uma luta feroz entre uma cobra e um lagarto. Não foi nada bonito de se ver e, confesso, foi algo que me atormentou durante dias. Acho que o lagarto acabou por ganhar a contenda. E a cobra ‘meteu o rabonho entre as pernas (…se as tivesse) e acabou por desistir. Acho que terá ficado mais magoada que o lagarto e este acabou mesmo por ganhar. Nunca mais fui àquele local, onde antes até tomava banho.

 

A cumprir o desafio de 30 dias de escrita, lançado pela Dalila Gonçalves, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.



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