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31
Mai20

Cuca Roseta em transmissão amadora!

por cristina mota saraiva

Sou! Sempre fui, a primeira a enaltecer as atividades que pretendem destacar o nome da região, sobretudo da minha cidade. Fiquei entusiasmada, na impossibilidade de se fazerem concertos com público, com a ideia da autarquia trazer a Cuca Roseta, pelas ruas da cidade, num camião.  Excelente forma de contornar as adversidades! Já era uma maneira de contemplar todos os albicastrenses, nem que fosse por momentos! Valeu!!!

Mas, no melhor pano cai a nódoa e quiseram esticar-se mais que a perna!! Estava tudo a correr tão bem! E eis que se anuncia a transmissão em direto, via facebook, do referido concerto! Brutal!!

Qual Quê!!!  Ou há condições ou é melhor não criar expetativas! E aposta-se, então num direto de forma caseira… desilusão!

Acredito que muitos anónimos fariam bem melhor!

Mas isto, se calhar sou eu, que sou má língua!

Eu até admitia, um som menos bom, mas  uma recolha de imagem demasiado amadora, isso não se desculpa!!!

Não, não gostei! Para a próxima façam as coisas com maior responsabilidade! Isto não é uma transmissão do Zé da esquina! É uma transmissão do Município albicastrense. Parabéns pela ideia, um grande “deslike” pela produção. Merecia melhor, muito melhor! Há por aí algumas pessoas que dentro da responsabilidade da profissão que desempenham , teriam feito isto, com uma perna às costas!!… e bem!

O tema que me pedem hoje é o de uma descoberta infantil!

Que mais poderia ser do que uma desilusão. Melhor uma descoberta que levou à desilusão.

Sempre vivi com muita intensidade o Natal. O Natal da reunião, da família. O Natal das festas, o Natal das prendas. Mas, sobretudo o Natal da mesa cheia de gente e de comida.

sapatinho.JPG

 

As férias do Natal eram as mais especiais, a par das de Verão. A casa da avó Leopoldina, onde vivíamos, na Rua Padre Manuel Crespo, enxia-se de gente. Mãe, pai, avó, tios, primos, e tios dos primos. Era uma festa! Uma grande reunião que assinalava o Nascimento de Jesus e a chegada dos Reis Magos. Portanto, depreende-se que eram quinze dias de muita animação na casa da avó.

Para mim e para os primos era sinal de liberdade, de brincar à chuva, de não ter horas para nada. Os adultos encarregavam-se de nos gerir o horário. As aventuras eram certas e as maleitas só eram lembradas na altura de regressar a normalidade, cada um para sua casa e cada um para sua escola, com inúmeros arranhões e diversas nodoas negras.

Quando chegava a noite de deixar o sapatinho na chaminé, a euforia era enorme!

Depois do jantar, da noite de 24 de Dezembro, era tarde que íamos para a cama. Antes de ser levantada a mesa, cantava-se ao Menino. Já todos sabíamos as letras das músicas tradicionais da época e também nós, os mais pequenos, ajudávamos em coro.

Depois o cansaço vencia-nos. Subíamos ao primeiro andar. Eramos seis crianças e depois de saltarmos nas camas e fazermos muito barulho, alguém vinha impor ordem e fazer com que sossegássemos.

Contrariados, procurávamos acalmar e não era dificil. Mas houve uma véspera de Natal,  em que fingimos sossegar e dormir. Os adultos, ficaram no andar de baixo mas, nós, as mais velhas lutamos contra o sono. As primas tinham descoberto o segredo e vieram contar-me e destruir um dos mais bonitos sonhos que tive, enquanto criança. Afinal, não era o Menino Jesus que trazia as prendas! Não??, questionei desiludida. Rebati a descoberta e, logo ali, combinámos não dormir nessa noite. Ia ser difícil, mas estávamos convictas na ideia de descobrir que, afinal não era o Menino Jesus que deixava as prendas no sapatinho e sim os nossos pais. Eu era a mais excitada e tinha a certeza de que não iria dormir, sem descobrir a verdade. Procurámos conversar, andávamos de quarto em quarto, tentando não fazer barulho. Acho que ganhámos essa batalha e ninguém desconfiou. Já tinha passado imenso tempo, quando veio alguém espreitar o nosso sono... pensavam eles. 

Quando sentimos fechar a porta que dava para as escadas, levantámo-nos de um salto.

Era agora que íamos descobrir tudo e destruir a minha ilusão. Mas, ainda faltava uma etapa. Conseguir chegar ao andar de baixo e espiar o que faziam os adultos, sem que ninguém desse por isso. Esperamos mais um bocadinho e saímos da cama, por essa altura já estávamos as três no mesmo quarto.

Pé ante pé lá fomos. Abrimos a porta para o corredor, que chiou ligeiramente, Ficámos estarrecidas. Nada! Lá em baixo ninguém percebeu. E iniciámos a descida por uma escada com vasos a cada degrau. Tínhamos que ter cuidado Chegámos ao patamar intermédio, estava a correr bem. Continuámos, e eu cada vez mais nervosa. De facto, o bulício no andar de baixo era muito, pensávamos nós, que devíamos estar na cama! Continuámos a descer e chegámos, finalmente ao andar de baixo. A porta estava semi aberta. Pusemo-nos à espreita. O que vi, lembro-me, ainda hoje, apertou-me o coração e fez com que as lágrimas saltassem. Não consegui conter o choro e entrar para o corredor. Choquei com o tio, que trazia um enorme embrulho. Os adultos ficaram especados incrédulos. Mas, depressa reagiram e tentaram encontrar desculpas, cada uma pior que a outra e eu tive consciência disso. Desvaneceu-se a ilusão do Menino Jesus! No dia seguinte, percebi que o embrulho que o tio transportava, era afinal a tão ansiada casinha de bonecas que, desde que me lembro de ser pessoa era a prenda desejada, ano após ano. Perdi a ilusão, mas ganhei a casa de boneca desejada há muito. Tinha cinco anos, mas é a memória mais forte que tenho da minha infância, não sei se pelo facto de ter ganho a casa, ou pela desilusão de descobrir que não era o Menino Jesus que trazia os presentes.

 

A cumprir o desafio de 30 dias de escrita, lançado pela Dalila Gonçalves, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.

30
Mai20

O Sporting precisa encontrar-se

por cristina mota saraiva

Quem me conhece sabe perfeitamente a minha cor clubística. Nunca o escondi nem nunca o quis fazer. De resto, em tempos fui sócia e fiz também parte, do Núcleo do Sporting  Clube de Portugal, de Castelo Branco, onde a equipa presidida por José Biqueira, deu que falar, a nível nacional, o que levou a que o Jornal “Sporting”  considerasse este  o melhor Núcleo a nível nacional, ao tempo!

sporting bandeira.jpg

Deixei de ser socia do Sporting, quando a loucura de um homem, me levou a isso, porque me senti insultada, enquanto mulher, enquanto sócia, mas, sobretudo,enquanto diretora do Núcleo, quando, pura e simplesmente a criatura me virou as costa a meio de uma conversa de interesse para a estrutura. Era esta a postura da criatura que, continuo a afirma perentóriariamemte, trouxe o Sporting para onde está hoje!

Nunca o julguei criminoso na verdadeira aceção do termo! Apenas disse e reafirmo, que fez muito mal ao Sporting e que incendiou as hostes. Sei que há posturas e ideias completamente contrárias às minhas, de pessoas que considero e reconheço idoneidade. Mas pronto, cada um tem a sua ideia e terá a sua justificação.

A criatura que dividiu o clube (dividir para reinar) iniciou já uma operação de charme. A sua presença no Programa da Cristina, na SIC só o veio confirmar! Tem o direito(?) de explicar-se. uma vez que as instâncias competentes o consideraram inocente, mas não perde o ensejo de regressar ao clube. Acho que ainda terá muito que andar, mas... nunca fiando! Sempre foi um sedutor. Continua a sê-lo! E já está a tentar mostrar ‘serviço’, para voltar ao sitio de onde foi expulso.

Espero que tudo o que aconteceu que, como afirmou a juíza levou o Sporting  a “ir à lama”, tenha servido de lição! Ninguém muda de um dia para o outro e o charme e palavras mansas são enganadores!

 O clube tem que se encontrar e que apareça alguém credível, com postura, que saiba o que faz e o que diz e que, no mínimo, perceba de gestão, para levantar o SPORTING. Sei que não vai ser fácil! Mas, caramba, alguém que se assuma!!

O Sporting precisa urgentemente de uma solução porque  esta que está também não serve, de forma nenhuma. O sporting merece mais. MUITO MAIS! SPOOORTINNNGG!!!

28
Mai20

Um rito de passagem

por cristina mota saraiva

Preparo-me para mais um dia. Depois do duche, o pequeno-almoço. A televisão está ligada e ouço as primeiras noticias. Nada de especial! Logo depois, vem o “Programa da Cristina”. Manhã após manhã é esta a rotina habitual. E de passagem, o imprescindível cafezinho!

cafe.jpg

 

Sim, o cafezinho… aquilo que dá energia e aquece o coração!

Tão bommmm!!!Não consigo viver sem ele! O cafezinho matinal e após o almoço. Os dois imprescindíceis!  É pois este o meu rito que é diário e não é de passagem!

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.

26
Mai20

Sonho recorrente

por cristina mota saraiva

O sol queimava-me a pele. Tinha o pé meio enterrado na areia fina. A brisa e o cheiro a mar eram suaves. No ar pairava também um ligeiro cheiro a coco. Estava meia adormecida e não queria abrir os olhos. Deixei-me estar! A preguiça venceu a curiosidade.

miconos.jpg

 

E assim fiquei! Acho que adormeci, a pensar que não podia ficar muito tempo ao sol, mesmo apesar de estarmos já num final de tarde, que adivinhava lindo e inspirador.

Não sei quanto tempo passou, mas por momentos, com tanta poesia nos meus pensamentos, achei que acabara de ler um livro daqueles de ‘literatura de cordel’.

Não! Não era o meu género de leitura e, por isso, não se justificava uma escrita em poesia, em quem estava habituada a escrever de forma fria e apenas relatando os factos.

Mas, naquele momento aquilo era um facto. O meu pé estava mesmo a tocar a areia e o sol já não parecia tão quente. Tentei abrir os olhos e não consegui! Ensaiei, ainda, erguer o corpo e não fui capaz.

Ouvi lá ao longe um voz sumida Pareceu-me ser a minha mãe e parecia que me chamava! Não, não podia ser, ela não gostava de praia.

Foi então que a voz se fez ouvir mais peremtória! – Vá lá, levanta-te!!! Já estás atrasada!

Senti alguma raiva! E… de repente dei um pulo! Percebi que, afinal, tudo não passava de um sonho. Lá estava, o meu sonho recorrente, em que me via em Míkonos! Este é, sem dúvida o meu sonho de sempre, não propriamente pela praia, também, pela praia, mas, sobretudo pela Grécia. Lá está o sonho recorrente de conhecer a cultura grega, os seus paraísos, a sua história… .Ah! E já agora, também as praias!

 

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.

24
Mai20

Uma pessoa amada!

por cristina mota saraiva

Uma pessoa amada. A pessoa amada! És tu! Podias não ser, podiam ser tantas outras, mas, não ! ÉS TU!

pessoa amada.jpg

Depois de teres passado a ser a pessoa amada, tantas outras o quiseram ser e algumas quase conseguiram, mas não ! És tu! Serás sempre tu! Nunca deixarás de ser TU!

Porque és tu que me aturas, ou pelo menos acho que me aturas. Quero mesmo pensar que me aturas e que queres aturar-me. Tu!!

Uma pessoa amada que és tu, quero que sejas, para sempre. E também que me atures, para sempre!

Uma pessoa amada. A pessoa amada! És tu!

 

* Este texto foi escrito após solicitação da Animadora  Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Casteo Branco.

24
Mai20

Um momento de coragem

por cristina mota saraiva

coragem 1.jpg

 

Um momento de coragem! Muitos momentos de coragem, que vi, observei e vivi!

Foram sobretudo aqueles que, tendo em conta a minha atividade profissional, me levaram a trabalhar junto dos Bombeiros. Trabalhos arriscados e de muita responsabilidade

no Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), mas sobretudo no terreno!

Aqui a coragem também era minha, mas sobretudo dos profissionais no terreno. E que profissionais. Nunca enjeitaram arriscar a sua vida, para salvar a dos outros. E não me venham dizer que é essa sua função, porque muitos agentes no terreno, talvez a maioria, são voluntários!

 

* Este texto foi escrito após solicitação da animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco.

21
Mai20

As memórias da minha infância

por cristina mota saraiva

Pedem-me para falar de memórias felizes e isso faz-me recuar, de imediato, à minha infância.

Uma infância muito feliz passada entre as casas das avós. Da avó Piedade, que morando no Bairro do Castelo todos os dias me acolhia para almoçar, uma vez que frequentava a escola do Castelo, apesar de morar no Bairro do Cansado. Mas, a minha outra avó, a Leopoldina que era professora, considerou que eu podia entrar para a escola com seis anos. E assim foi, na altura não era muito usual, só se entrava aos sete anos. Mas, a avó lá conseguiu e entrei mesmo aos seis. Na verdade, tinha-os feito, apenas, há duas semanas.

Nesse tempo não havia muitos Jardins de Infância e os que havia eram destinados a uma minoria de pessoas, com algumas posses. Mas, eu também não precisei disso. O meu infantário foi muito mais feliz, passado entre as pedras e as hortas que existiam, onde hoje, em vez de hortaliças e árvores de fruto cresceram prédios. E nem foi preciso adubo, porque eles cresceram muito mais do que o desejado.

Por cima das hortas havia um espaço de lazer enorme, feito em patamares a que chamavam miradouro. Nessa altura podia ver-se dali e da casa da Avó Leopoldina, o castelo (daí o nome de Miradouro). Ainda a cidade não crescera em altura, sem necessidade nenhuma, uma vez que é plana, mas que a ganância dos homens levou a isso.

E então, antes de rumar ao Porto, vivia na casa da avó Leopoldina. E o meu infantário foi o melhor que pude ter.

As hortas estavam lá e nem os poços , que eram alguns, eram motivo de preocupação. Ali o perigo não existia para nós.

Para mim e para os meus primos que também moravam comigo, a casa era grande e dava para todos. De tempos a tempos, ou melhor nas férias escolares, vinha ter connosco a TéTé, que morava em Viseu. A tia, sua mãe, era também professora e dava ali aulas, uma vez que após o casamento ficou lá a viver.

Sendo assim, era eu, a Tininha, a Tété, o Artur, o Nuno, e o Amadeu, este o mais novo, que por ali corríamos.. Mas, também no Natal se juntava a Tuxa, que vivia em Penafiel.

E todos esperávamos ansiosos pela chegada das férias, sobretudo das grandes, como se lhes chamava, ou seja as do verão, mas também da Páscoa e do Natal. Ah!! O Natal… isso é que era.

Juntávamo-nos, então,  eu, Tininha, a Tété, a mais velha e a Tuxa. Eu era a mais nova, mas nem por isso menos aventureira e sobretudo a mais líder.

E pronto, ainda as malas não tinham saído do carro, já nós corriamos por aqueles campos.

Não havia medos, não sabíamos o que eram raptos, nem outras coisas, como violações, assédio ou violência doméstica.

O único medo que, de facto existia em nós, era daquela velhota, com ar de bruxa, com nariz  grande e curvado e até com uma verruga. Esse era o nosso maior perigo, mas nem por isso deixávamos  de a colocar à prova (a ela e a nós) com algumas patifarias’.

Corríamos devagar, atras dela, sem fazer grande barulho, embora não fosse necessário, porque soubemos mais tarde que era mouca e pregavamos-lhe grandes sustos.

Isto, sim ! Foi uma infância feliz, muito feliz!!

 

 

* Este texto foi escrito após solicitação da Animadora Dalila Delgado, no âmbito das atividades de confinamento, #Estamos em casa, da Associação de Apoio à Criança do Distrito de Casteo Branco.

16
Mai20

Os “amigos/as” sem carater

por cristina mota saraiva

Acabei de ouvir a entrevista de Ljubomir Stanisic, no Alta Definição. Um exemplo de ser humano, que lutou e não desistiu. Um percurso de vida interessante, com muitos percalços, muitos erros que, reconhece, terem sido o impulso para a vida que tem hoje de muito sucesso. Mas antes disso esteve na merda, como afirma. Foi nessa altura que soube o que era a AMIZADE! Ou melhor, a falta dela.

amizade b.png

 

E quando mais precisou viu-se sozinho. Muitos, a maioria, virou-lhe as costas!

Mas ele resistiu e conseguiu dar a volta. Esse pretensos amigos ficaram, então fora do seu círculo. Mas a mágoa ficou! Hoje fala disso já com um à-vontade e distanciamento, que não conseguia na altura. Ficou magoado, mas seguiu a sua vida, com aqueles que ficaram ao seu lado. Chegou onde chegou, sem precisar dos falsos!

E mesmo sem querer, fiz um paralelo com as minhas amizades. Quando tinha tudo, tinha também muitos amigos/as. Depois, veio o divórcio, fiquei sem nada e até sem alguns deles! Nada que hoje já me preocupe, mas a revolta está cá!! Por isso tenho que abordar a questão!

Está bem presente e marcada a ausência a que essas pessoas me sujeitaram. Nada que me preocupe hoje em dia,  me magoou muito, na altura e que ainda. Mas já não penso da mesma forma e acredito que se assim foi, era mesmo porque tinha que ser e que essas criaturas estavam a mais na minha vida!!

A ingratidão foi tão grande que depressa esqueceram aquilo que fiz por elas, fi-lo de coração e boa vontade. Hoje arrependo-me profundamente, por ter sido tão naif. Não, não voltaria a fazer tudo, de novo! NÃO!

Até porque, por causa dessas criaturas, afastei-me outras amizades, afastei-me de outras pessoas que hoje continuam a meu lado. Apesar de tudo!!

amizade a.jpg

 

Esta é uma reflexão que vale a pena, porque chego à conclusão que há pessoas que só olham para o seu umbigo e são umas sem caráter! Usaram, abusaram e fugiram ou esconderam-se. A vida encarregar-se-á de dar resposta! Acredito!

 

 

05
Mai20

O Carteiro carregado

por cristina mota saraiva

Os portuguses começaram já a dar algumas tréguas ao bicho. Mas, a verdade é que não podemos ficar eternamente em casa, confinadoos. No entanto, há que continuar a cumprir as normas de segurança. E temos, também que agradecer aos que continuam na linha da frente, como se institucionalizou chamar-lhes, pelo trabalho que têm feito e por terem continuado em atividade, para que nós pudéssemos ficar em casa.

carteiro 1.jpg

 

 

Por isso, os agradecimentos têm sido feitos a todos os profissionais de saúde, sem distinção, desde o porteiro, ao médico especialista. Todos reconhecem o seu empenho e dedicação. Mas, há muitos que são esquecidos e que, também eles estão na linha da frente. Hoje de manhã, cruzei-me com o carteiro.  Aquele que, dantes, tocava sempre duas vezes. Para além do filme intenso, que granjeou muitas expetativas, o carteiro, de outros tempos, tocava mesmo! Hoje a expressão já caiu em desuso. Agora já ninguém está em casa, salvo neste tempo de pandemia, e o carteiro já não toca. A caixa de correio não deixa e os empregos também não. Por isso foi com satisfação que cumprimentei o meu carteiro e, em conversa de circunstância, ele diz que continua a tocar. E sim, ainda entrega muitas cartas. Mas o que entrega mais, sem dúvida, são encomendas. E comentava comigo que, agora o volume intensificou-se e o numero de encomendas para entregar cresceu muito,

São roupas, produtos de beleza, enfim diversos objetos que eles carregam e, de facto, pude ver o saco cheio de alguns embrulhos.  É verdade que o comodismo instalou-se em nós e sem bem pensarmos nas consequências, estamos a sobrecarregar outros profissionais, nomeadamente estes. Contra mim também falo, mas garanto que, depois da conversa com o carteiro, vou pensar duas vezes quando estiver a fazer encomendas, sem falsidade, acho que este também é tempo de pensarmos nos outros e deixarmos a nossa arrogância de lado. Por isso, se está a pensar fazer uma encomenda, pense também no carteiro e nos carregos que se vê obrigado a transportar!

Ah!.. e tal, é o emprego dele e se não fosse assim, eles não precisariam existir! Pois! E se deixássemos de ser egoísta e olhássemos para o vizinho do lado? Hoje por eles, amanhã por nós! Vamos refrear este entusiasmo! É pedir muito???

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