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13
Mai21

Piadolas cansativas e sem imaginação

por cristina mota saraiva

SCP CAMPEÕES.jpg

Já não se aguentam as piadinhas sobre o pó dos cachecóis e das camisolas do SPORTING! Cansei da falta de imaginação e na sequência deste tipo de graçolas, só me resta constatar que esses engraçadinhos andaram 19 anos para juntarem piadas e não conseguiram nada melhor!!! Até eu, e outros adeptos do SPORTING, quando  o JJ foi treinador do nosso CLUBE, com pouco tempo para refletir, conseguimos  um humor muito mais aprimorado e sem complexos!

Convenhamos que fazer bom humor exige inteligência e capacidade!!! Não é por acaso que o César Morão é do SPORTING!!!...

E por isso pergunto: os adeptos da outra banda ou lá de cima só usam os cachecóis, as camisolas e as bandeiras quando ganham? Eu usava todas as vezes que ia aos jogos e outras iniciativas desportivas onde o SPORTING participasse e podemos gabar-nos que são muitas... agora aqueles que só ligam ao futebol… e poucas ou nenhumas modalidades têm, é que devem temer o pó.

Eu sem ir amiúde ao estádio tenho o meu cachecol muito bem arejado de ir às pistas aos pavilhões, ás salas... por ai adiante. Provavelmente os outros cachecóis têm mais pó que os do SPORTING!!!...

Meus amigos… eu sei que dói ver o clube rival ganhar um campeonato incólume e ainda por cima com um treinador que todos desvalorizaram, inclusive eu, que veio da outra banda,  e que se assume, sem complexos, que não era do SPORTING desde pequeno, mas que defende os seus jogadores e o clube do qual é funcionário! Isto é um bom exemplo! Então pensem e deixem-se de comédias!

Para essas comédias e em bom, temos o César Morão, que até é do SPORTING!!! Agora pensem!!!

15
Abr21

A minha avó Dulce

por cristina mota saraiva

E porque é Abril e já contei a minha história da aventura que vivi no 25, descobri este pequeno texto, que transcrevo

25 de abril.gif

Só posso saber quem sou e para onde vou, sabendo de onde vim.

Escreveu para todos eles, entre 1964 e 1987, com maior incidência entre 1974 e 1975.
Para os mais distraídos, o espaço temporal coincide com a entrada em decadência do regime Salazarista (no início da década de sessenta), queda do Estado Novo e a Revolução dos Cravos.
Não por acaso, mas exatamente porque assim tinha que ser. A minha avó, uma então Senhora, à época, dona de uma paixão que não lhe era permitida, mas, pelo contrário, oprimida, abafada e silenciada, o jornalismo, vivia em segredo a sua liberdade: a que a escrita lhe permitia. Entre palavras, tudo podia ser, até o que não era, ou quem não era. Prova disso são os muitos artigos que não assinou.

O desejo de uma Mulher, ser jornalista e livre, viria a ser a sua maior prisão. Num antagonismo vicioso que a acompanhou até ao seu último dia.
Também em segredo, na maioria das vezes, mantinha a sua grande admiração por Mário Soares. Os artigos que não redigiu, recortou e guardou, os jornais para onde não escreveu, comprou e colecionou, as palavras que não libertou leu e deixou... numa compilação de História agora descoberta.

Conhecer as nossas raízes e aqueles que nos antecederam, permite-nos uma melhor compreensão das gerações seguintes, onde nos incluímos. O modo como olhamos a História, assim como a conexão que travamos com ela, facilita-nos a narrativa identitária, autêntica e fundamental à compreensão do "eu". Ninguém nasce de geração espontânea.

Na vida, há sempre um futuro que nos leva ao passado.

É certo que a tendência de nos projetarmos além, é muito mais forte do que o nosso desejo e interesse em olhar para trás. Acreditar que os nossos pais, avós, bisavós, por terem vivido épocas diferentes, não têm nada para nos ensinar é absolutamente falacioso. São eles que nos dão, muitas vezes, se assim o aceitarmos, as ferramentas para melhor entender a nossa experiência e desafios presentes. (Também os futuros).
Claro que, cada época influenciará, em parte e de formas diferentes, maneiras de ser e estar. Condicionalismos distintos, mas com desafios tantas vezes iguais. Caminhos contínuos, mesmo que pertença, a alguns, a intenção deles se desviar.

A compreensão do ontem, a janela do amanhã.

Escreveu José Mário Branco, "Eu vim de longe/ De muito longe/ O que eu andei p'ra'qui chegar".

07
Abr21

Faleceu Jorge Coelho

por cristina mota saraiva

jorge coelho 1.jpg

A morte de Jorge Coelho, fez-me recordar alguns episódios, das vezes que me cruzei com ele em trabalho. Pessoa simpática e acessível, tinha sempre uma laracha para quem quer que fosse, e também para os jornalistas, com quem procurava manter (e mantinha) boas relações.

Numa deslocação a Idanha-a-Nova, não recordo o porquê, o almoço decorria numa unidade de restauração da vila, poucos dias depois da queda da ponte de Entre-os-Rios. Tudo muito fresco, ainda, e os nacionais a preocupavam-se mais com o tema, que os regionais, mais atentos, sem dúvida ao que o trazia à região.

Depois do repasto era chegada a hora dos discursos. O restaurante estava cheio e o espaço de “manobra” para os Jornalistas não era muito. Levantei-me na tentativa de colocar o gravador no palanque. Com espaço apertado e procurando ser discreta, inadvertidamente e num ligeiro desequilíbrio, derrubei o microfone de Jorge Coelho.

- Oh minha senhora! Veja lá o que me arranja, com a sorte com que ando ainda vão dizer que também fui eu que derrubei o microfone!

Risada geral. Eu corei, com alguma vergonha e com ele a rir discretamente. No dia seguinte apresentava a sua demissão, mostrando assim o seu carater, pois, como afirmou “a culpa não pode morrer solteira!

 

 

27
Mar21

Rápida partida!

por cristina mota saraiva

Não, ainda não percebi!... se esses teus olhos, que se destacaram desse rosto pacifico, apesar de sorumbático, me cativaram logo, ainda não percebi, dizia, se são verdes, azuis ou cinzentos. Esse foi o teu primeiro fascínio: um olhar enigmático, doce e intenso, se é possível juntar estes dois adjetivos para caraterizar um olhar… o teu olhar!

desencontro.jpg

Foste tu que vieste ter comigo e me pediste se podias sentar-te naquela mesa, na esplanada. Acedi, sem te dar muita importância e voltei ao livro que estava a ler! Não gostava muito deste tipo de abordagem, mas desvalorizei, porque foste educado. E ali ficámos. Veio o empregado e eu pedi um sumo de laranja e um croissant com fiambre. Pediste o mesmo! “Igual”, disseste.

Foi o arranque da conversa.

- Não estou mesmo a incomodar? – perguntaste.

-Não acho muito normal, com tantas mesas disponíveis, vir sentar-se precisamente na minha.

- Então porque permitiu? – continuou.

Já não estava a gostar muito daquela conversa sem nexo.

Aproveitei bebi um gole para ganhar tempo e relaxar, procurando não ser brusca.

- Olhe, nem sei. E foi aí que reparei bem no teu rosto, nos teus olhos… em ti como um todo!

Depois veio o resto… a tua conversa, boa conversa, séria quando tinha que o ser, ponderada, quando necessário e alegre quando o rosto se te iluminava, como se acabasses de ter uma ideia fantástica, só faltando a lâmpada acesa por cima da tua cabeça, como acontece nos desenhos animados. Mas tu eras bem real, ali ao pé de mim, sentado num banco daquela praça sem trânsito, calma e cheia de luz.  Tivemos boas e grandes conversas, sobre tudo e sobre nada e diariamente ali estávamos. Nunca combinámos nada, mas sempre nos encontrámos ali, sem horas, sem motivo. A conversa fluía tão facilmente que nem dávamos pelas horas a passar. Ambos levávamos um livro e algumas vezes um jornal. Quase sempre ficavam por ler. Era apenas um motivo… para nos encontrarmos  ali naquela mesa da esplanada no meio do parque. Sem combinarmos, sem marcarmos hora.

Foram longas conversas, diariamente… e a seguir o silêncio. Não respondeste às mensagens, não disseste mais nada… foste, simplesmente, ainda mais rápido do que chegaste. Tiveste medo, acredito. Como diria o outro era muita areia para a tua camioneta. E pronto ficam as recordações das  conversas, dos olhares. Nada mais, mas ainda assim, tudo!

Tudo porque te deste e eu me dei, em simples conversas e muitos olhares, nem um toque. E ficou tudo dito! Não! Faltou uma coisa… a despedida, a explicação! Ainda hoje não sei porque deixaste de aparecer, como nunca soube porque apareceste. Quem sabe um dia… nos encontremos por aí…

07
Mar21

Todos temos valor!!

por cristina mota saraiva

Um criador de cães de raça colocou um anúncio que dizia: 

VENDEM-SE CÃES 

Não tardou, um menino que passava leu o anúncio e resolveu ir lá perguntar.
Dirige-se ao dono e pergunta: 
- Senhor quanto custa cada um?

valor.jpg

O dono respondeu:
- 500 euros
O menino retira uma nota de 5 eur do bolso e diz:
- oh só tenho 5 eur. Posso lhe dar os 5 eur e deixa-me só ve-los?
O senhor rindo-se disse:
- Guarda os 5 eur rapaz! Que podes ver os cães à mesma.
E abrindo o portão lá vinham os cachorrinhos todos fofos a correr e por ultimo uma das crias a andar devagar e a coxear... 
Logo o rapaz fixou a atenção nesse e perguntou?
- Quanto custa aquele?
O senhor admirado disse:
- Aquele não! Nasceu com um problema na coxa e vai andar sempre assim! Mas se o quiseres até te dou!
O menino com um olhar triste virou sua cabeça para o cachorrinho e disse ao homem:
- Sim. Quero aquele. Tem o mesmo valor dos outros. Vou-lhe dar agora 5 euros e tenho mais 10 em casa e depois dou-lhe todos os meses 10 euros até pagar o cãozinho.
O senhor completamente admirado perguntou-lhe logo:
- Mas meu rapaz porquê isso? Ele nunca vai poder correr!
O rapaz, levantando a calça para cima mostrou sua prótese e respondeu:
- Porque eu também nunca vou poder correr.

Não importa a diferença, não importa as capacidades nem a idade....
Todos temos valor! 

09
Fev21

Lagartos e lampiões, o porquê destas alcunhas!

por cristina mota saraiva

Lagarto e lampião: de onde vem afinal a alcunha do Sporting e do Benfica?

Fui procurar a origem dos epítetos de dois dos grandes do futebol português!

Relativamente ao Sporting e aos “lagartos”, encontrei a explicação dada pelo diretor do Mais Futebol, Sérgio Pereira. Tudo começou num dia em que o clube de Alvalade pedia a colaboração financeira dos adeptos para subscrever obrigações. A partir daí a alcunha ficou para sempre.

scp lagarto.jpeg

No final do ano de 1951, o Sporting lançou uma espécie de títulos, que os sportinguistas podiam comprar, sendo que mais tarde seriam reembolsados do valor investido e que teriam um prémio que seria sorteado na primeira Assembleia Geral após o início das obras. Tratava-se, portanto, de um mecanismo arcaico muito semelhante ao atual empréstimo obrigacionista, se bem que não pagava juros, embora concedesse um prémio a ser sorteado.

O dinheiro arrecadado pelo Sporting destinava-se a financiar a construção do Estádio José de Alvalade, que foi inaugurado a 10 de junho de 1956.

Ora o que é curioso no meio desta história toda é que os títulos que o Sporting vendia a adeptos e sócios chamavam-se «Lagartos». O que significa que aquele que foi, provavelmente, o primeiro empréstimo obrigacionista da história do Sporting significou também a oficialização da sua  alcunha.

Já quanto aos “lampiões”, a explicação é mais prosaica e muitos não sabem, mesmo, o porquê da designação de ‘lampiões’ aos apoiantes do Benfica. A designação nada tem a ver com os candeeiros de iluminação publica nem tão pouco com as luzinhas atrás nos comboios, como se diz por aí, provavelmente para ocultar a verdadeira razão. Nos anos 30, começo de 40, os sportinguistas começaram a chamar aos benfiquistas de lampiões, porque Lampião era nessa altura um famoso ladrão e bandido do nordeste brasileiro. E os sportinguistas achavam que o Benfica era muito beneficiado pelos árbitros e começaram a aplicar assim o termo lampião."Nos anos 30, começo de 40, os árbitros da altura, já eram desonestos, e ‘gamavam’ sempre em beneficio do SLB.” Não sou eu que o digo, é a história! É só investigarem!

E perpetuou-se uma vez que o dito ladrão tinha a capacidade de disparar consecutivamente, iluminando a noite. 

Pronto a história reza assim. Só para que saibam.

29
Jan21

O engraçadinho inconveniente!!

por cristina mota saraiva

Estou cada vez mais desiludida com esta sociedade! A TVI apresenta-nos diariamente, num canal próprio para o efeito o Big Brother. Goste-se ou não, pode ser um interessante laboratório para analisarmos o comportamento humano. Para o bem e para o mal! Desta vez foi para o mal e a coisa descambou mesmo! Um concorrente, com ares de engraçadinho, decidiu brincar com o pior e mais horrendo período da história mundial, ao fazer a saudação Nazi. Um colega pediu-lhe para baixar o braço e outra colega explicou-lhe o que significa aquele gesto. Não quis entender e até desenhou o bigode da personagem assassina. Os colegas insistiram e explicaram-lhe, de novo, o significado do gesto. Ele, inclusive disse que viu muitos filmes sobre aquele período da história e a chacina que daí resultou. Continuou a brincar com a situação. Acabou por ser expulso, e bem, pela produção. Tudo correto e o assunto ficaria por aqui não fosse o facto de as redes sociais se insurgirem contra o ato.  Quiseram desculpar o concorrente afirmando que ele era brincalhão e que fez as coisas inocentemente e sem pensar!

Que mundo é este em que as pessoas querem desculpar esta situação!

O dito concorrente marcou, depois presença no programa da manhã. Pediu desculpa, mas insistia que foi uma simples brincadeira. Por mais que lhe dissessem que há coisas com as quais não se brinca, ele não aceitou a situação e disse que lhe podiam chamar a atenção e explicar-lhe as coisas e a gravidade do gesto. Ou seja, apesar de pedir desculpas, continuou arrogante.

 Nas redes sociais, continua a saga em defesa do concorrente. E se alguém se assume concordando com a decisão, é enxovalhado. Que mundo é este que a troco de um engraçadinho, desvaloriza aquele período? Ele próprio, continua a dizer que não vê maldade nenhuma no que fez e que lhe deviam ter explicado a questão, quando foi o próprio a dizer que via muitos filmes sobre os atos praticados.

 Coitadinho do concorrente que não sabia o que fazia! Ah! O dito concorrente tem 40 anos e continua convencido que não fez nada de mal!  Também os seus fãs continuam indignados com esta expulsão. Afinal em que mundo vivemos!

A talhe de foice, lembro, também a criatura que se apresentou às eleições Presidenciais e que replicou também este gesto, em plena campanha. Os maus exemplos vêm de cima!

Claro que vivemos numa democracia. Ainda bem! Porque se fossem estas criaturas a decidir a vida deste país, não estava eu aqui a escrever este texto!

Lamento, ainda que gente já de proveta idade venham também defender este homem, a que muitos chamam “menino” (40 anos) esquecendo essa gente, que viveu o período da Guerra Colonial!! É tudo por agora!

10
Dez20

Porque escrevo?

por cristina mota saraiva

24 Jul 20

Foi a minha vida profissional. Entrei nela por gosto. Permaneci nela porque consolidei a minha paixão. Fui-me adaptando, estudando, fazendo formações, ouvindo, no fundo aprendendo. Fui criticada, muitas vezes… alguns até me chamaram influenciada e mesmo, vendida!

Porque sempre procurei manter relações cordiais, até amizades, com pessoas do topo e do poder, de todas as áreas.

 

Tal nunca influenciou a minha forma de escrever e muito menos me coibiu de denunciar o que quer que fosse. Cheguei a ser filiada num partido político, quando essa carateristica ainda era permitida aos jornalistas. Deixou de o ser quando a lei mudou. A partir daí entreguei o cartão.

Curiosamente, os poucos que chegaram a dizer-me ser vendida eram desse mesmo partido.

Mas, até aí eu soube distinguir o trigo do joio e nunca misturei as coisas. Continuei sempre a fazer o meu trabalho, sem me preocupar com juízos que tinham por intensão desestabilizar-me.

Nunca o conseguiram.

Por ironia do destino, muitos fazem-me chegar o seu lamento pela minha ausência. Hipocrisia?? Alguns sim, a maioria, tenho a certeza, que não!

Também eu tenho imensas saudades e por isso, para as colmatar, decidi continuar a escrever por aqui. E cá continuo…. E vou continuar! Pode haver novidades!... em breve…

29
Nov20

Obcecada!! Podem morrer mas morrem democratas IV!

por cristina mota saraiva

Continuo a saga, porque, de novo, o PCP se julga mais supino que os outros... Mas isto sou eu que sou má língua!!

pcp 4.jpg

 

Mais uma vez o Partido Comunista mostra a sua sobranceria e alheamento da situação grave que se vive para voltar a gozar com todos os portugueses e continuar a reunir-se. Se a memória não me falha, os ideais comunistas baseiam-se numa “sociedade igualitáriasem classes sociais e apátrida”. E, então? Fiquem todos em casa que nós, contra o estabelecido, continuamos a reunir, a passar as fronteiras dos concelhos e a não manter a distância de segurança.

Para além disso, o secretário-geral do Partido afirmou, depois de conhecidas as regras que elas eram “desproporcionais, incongruentes e desadequadas como sobretudo não têm correspondência com as exigências”, Sic. Já estaria o senhor a pensar em quebra-las todas, fossem quais fossem. “ Acrescentava, ainda “para que a vida nacional possa prosseguir nas suas múltiplas dimensões". Pois, prosseguiu! E o senhor, perfeitamente congruente, lá estava! Voltou a reunir. Mas, se calhar, sou eu que sou má língua e obcecada, como já me chamaram.

Caramba, será mesmo? É verdade, que não me identifico, de todo, com as politicas e posições de extrema-esquerda, mas isso não faz de mim uma obcecada.  Por via das dúvidas, consultei o dicionário e encontrei o seguinte, para caraterizar o termo: cego, deslumbrado, doente, encantado.

E aí, percebi que, provavelmente serei tudo isso, ou seja,, OBCECADA, de facto, mas…  pelo SPORTING. Oh! que chatice! Assim, caem por terra os argumentos.

 Mas, o pior de tudo isto, é que quem me critica, depois, para fazer valer os seus argumentos, continua a esconder-se atrás de pseudónimos e qualquer dia cria diversos alter-egos… qual Fernando Pessoa de trazer por casa!

E pronto, os outros lá reuniram, mais uma vez enfrentando as normas, mas eu vou dormir com a certeza que o conceito de democracia permanece, sem ser necessário enfrentar o estabelecido. Eles, alheios a este meu dilema, também dormem descansados, mas a sua ideologia continua a ser colocada em causa.

Mas, eles arranjarão, sempre uma explicação para os factos, só que aqui existem, e muitos, …argumentos para os derrubar! E por isso, continuo a questionar o que têm a dizer aos proprietários da restauração perante a enorme crise que atravessam, porque têm que cumprir as regras da DGS? De resto, no decorrer do encontro teve que ser distribuída uma “ ração de combate”, porque o restaurante do local estava fechado. Ironia!

 E o que têm a dizer àqueles que se manifestam neste momento, junto à Assembleia da República! …

Mas, eu é que sou obcecada!... para os cobardes intelectuais de café. Já há muito que escrevi: https://levadadabreca50.blogs.sapo.pt/2289.html

… por motivos diferentes, mas bem a propósito e encaixando na perfeição!

Ah!... já me esquecia, o Comité Central foi eleito com 98,5% dos votos: em 620 congressistas, 611 disseram sim à nova composição do principal órgão da direção do partido. Reinou a democracia… e a quase unanimidade,mas prevaleceu a incongruência, de um partido que se julga mais que os outros! Viva a extrema esquerda!

Entretanto, todos os outros portugueses, continuam a cumprir as regras da DGS e permanecem em casa.

E os artistas?... pior, todo o pessoal que vive dos espetáculos! E os pequenos negócios?...o que se diz a essas pessoas?... muitas famílias já passam fome ou estão a ser ajudadas, por familiares, vizinhos e amigos! O que se diz a estas pessoas?

Onde está, então, esta sociedade igualitáriasem classes sociais e apátrida”? Na cabeça destes senhores… ou nem isso, ou então teriam pensado melhor! Mas eu é que sou obcecada!

26
Nov20

As desculpas esfarrapadas

por cristina mota saraiva

Todos sabemos e ninguém o nega a gravidade da situação que se atravessa e ao cuidados necessários a ter. Tudo muito bem e com oscilações ligeiras, a situação vai-se controlando de uma forma ou de outra.

desculpas.jpg

No entanto, a situação tem vindo a servir, também, para mascarar a incompetência de pessoas ou serviços. Depois, os lesados acanham-se e evitam queixar-se das situações. Errado!!

Então não queremos todos voltar à normalidade? Os serviços não estão a funcionar? Ora, a ser assim, se é para voltar à normalidade tem que ser no seu todo!

desculpas 1.jpg

Não podemos andar eternamente a escudarmo-nos na situação que se vive. O vírus, só por si, não ataca quem trabalha, assim se tomem os devidos cuidados. Se a pessoa não cumpre no seu posto de trabalho, não vai ser atacada pelo vírus. O ‘bicho’ atinge competentes e incompetentes, como tal, vamos lá, cada um desempenhar a sua função e deixarem-se de desculpas esfarrapadas.

Se os serviços estão abertos e a funcionar, é para desenvolverem o seu trabalho. Se não há condições de segurança, pois então que fechem! Sim a economia tem que funcionar, em todos os sentidos, com competência e sem ela. Agora não atirem areia para os olhos! Se não há competência, não se desculpem com o obvio. Se não está bem, continuemos a queixar-nos. O Livro de Reclamações e o Portal da Queixa não transmitem o vírus e continuam, também a funcionar!


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